!!Além de bom diretor, ele pega a Rachel Weisz, ou: Darren Aronofsky o pensamento por trás de O Lutador!! Por Rod Castro!

15 de jul de 2009

Darren Aronofsky é um dos poucos diretores que aposta em amarras soltas na sua condução, explicando: ele não deseja passar uma origem real para os seus personagens, utiliza-se do tempo de forma multifacetada e é quase impossível que seus filmes tenham um final palpável ou definido. Ele necessita da sua atenção e sua concentração para montar “a verdadeira” versão da obra.

Em seu primeiro trabalho, o surreal “Pi”, um matemático se utilizava da filosofia oriental para tentar chegar ao resultado final dessa constante matemática – aquela que se arrasta a partir de 3,14159265… até o infinito. Repleto de efeitos sonoros e atuações pertubadoras, este filme conceitual ganhou respeito mais tarde pela crítica e fãs após o diretor declarar que aquele na verdade era o seu trabalho de formação em cinema – que por sorte conseguiu distribuição nacional e internacional após ser inscrito em várias premiações.

Pi foi a afirmação de um talento nascente e que tinha mais a oferecer do que os vários “talentos” que recebiam total apoio dos grandes estúdios. Esse primeiro marcante trabalho deu ao jovem diretor Americano, de sobrenome difícil, a oportunidade de adaptar um polêmico romance de 1978, agora apoiado por um estúdio maior e com bons nomes no elenco, e que viria a ser a sua obra-prima: Réquiem Para Um Sonho.

Um retrato inicialmente empolgante e em seguida péssimista da vida de 4 personagens que de alguma forma se ligam – na verdade todos tem em comum a inteiração com o personagem do jovem drogado que decide ser traficante (Jared Leto em sua melhor performance até hoje).

Falar muito de Réquiem é estragar momentos que ficarão na sua memória durante muito tempo. O que se pode afirmar a partir desse filme é que é quase impossível que um bom ator ou um ator que deseja ser levado a sério ou se desprender de uma característica de seus trabalhos anteriores, não opte por trabalhar com Darren após assistir esse excelente filme. E Darren com certeza é o cara certo para arrancar atuações magistrais de seus atores, mesmo dos limitados.

O soco desferido por Réquiem acertou em cheio as premiações mundo afora e arrancou o ar de diversas pessoas que assistiam ao filme – um grande redator publicitário de Manaus sempre me afirma que esse é um dos filmes mais deprimentes que ele já assistiu, eu também acho. Era o golpe derradeiro de Darren em Hollywood, ele então voltaria ao primeiro passo e filmaria algo seu novamente, como em Pi, saiu de sua cabeça o subestimado Fonte da Vida.

Quase dois anos de desenvolvimento – um bom tempo de pré-produção. Atores contratados - Brad Pitt (lembra dele com barbona tipo colonizador?) e Cate Blanchett) - cenários gigantescos levantados, tudo pronto até que um furacão levou o sonho de Darren e pôs várias camadas de terra sobre a primeira parceria entre ele e Pitt.

Nesse tempo ele casou com a atriz Rachel Weisz, foi convidado a dirigir dois dos mais importantes projetos envolvendo quadrinhos no cinema – Batman Begins e Watchmen, chegou a desenvolver muita coisa sobre ambos, mas desistiu – e acabou retomando o projeto Fonte da Vida, mas agora com outros protagonistas: sua esposa e Hugh Jackman.

Em The Fountain ele se desfez de si mesmo: jogou fora a edição ritmada, os efeitos sonoros, se rendeu a contemplação das imagens, desfigurou seu estilo de mostrar ícones representativos e entregou seu trabalho mais difícil e totalmente espiritual. Um filme que ainda será descoberto pelos críticos do futuro e que pode ganhar mais atenção pelo público que está pondo seus virgens olhos no mais recente trabalho de Darren, o sensacional O Lutador.

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