Curtas & Bizarras
3 semanas atrás
O sol deu um pouco de trégua. Mas não o suficiente, e assim era notável o grande rebanho de branquelos e senhores e senhoras devidamente vestidos de preto, já vermelhos, encaminhando-se para as tendas laterais a pista principal. Ali se encontravam as barracas que vendiam água, cerveja, refrigerantes e comida.
efeito sensorial, centenas de pessoas a nossa frente e próximas a contenção dos ricos - o povo que tinha R$ 450,00 para ficar longe do aperto, os VIPs - dançavam, com dreito a reboladinhas masculinas, em vários momentos do show. Causando uma reação de estranheza, que depois resultava na seguinte pergunta - que me foi feita pelo chapa Júlio Roberto: “pô, têm uns arranjos que lembram muito o som do Depeche Mode, hein?”. E eu respondia, enquanto pulava (o que causou algumas hematomas nas pernas): é este o espírito, irmão!
que substitui o acidentado Chi fez bem o seu papel; a guitarra não dá refresco e ao contrário do que muito li por aí, nos sites que cobriram o evento, este deve ter sido o melhor show da banda em território tupiniquim.
Este ano de 2009 foi repleto de bons lançamentos no mundo do rock. Entre tanta coisa boa, como os discos do Yeah Yeah Yeahs, o do Arctic Monkeys, o do Muse, entre outros, um se destacava por ter em sua formação um time de vencedores na categoria rock pesado com estilo: Chicken Foot.
Assim eu te deixo atordoado e confuso?
E há cancões como a dos imigrantes?
Entre a emoção de saber que a minha banda favorita de hardcore havia voltado a atividade e o dia em que a vi se apresentando em um palco, um pouco distante e ao lado de milhares de pessoas, passaram-se mais de 4 meses. Mas a situação era tão extraordinária que a sensação é de que alguns minutos se foram nesse mesmo espaço tempo.
Em 1991, uma banda roubaria a atenção do público e da mídia no mais esperado festival de rock em solo brasileiro (Rock In Rio II): o Faith No More. Em mais de uma hora de show, Mike Patton e seus 4 companheiros de banda fariam história e acabariam se rendendo não somente aos cariocas, mas ao Brasil como um todo: excursionaram pelos mais distantes Estados tupiniquins, chegando a minha cidade, Manaus.
performance digna de aplausos e muito, mas muito sour mesmo – tanto da banda, quanto dos nativos. Como fala um amigo meu: não foi um gasto de dinheiro, foi um investimento.
mais tempo inventando novos projetos e não tem mais ambição musical com a banda; desde que o guitarrista original saiu, eles começaram a se atacar; é questão de tempo para que a banda chegue as vias de fato.
Em fevereiro de 2009 os boatos tomavam conta da internet: Mike Patton decide não gravar mais um disco dos seus projetos; Bill e Rod são vistos juntos; Mike Bordin larga a excursão de Ozzy; a banda anuncia que está de volta e excursionará por todo o planeta. Confeço que quando li essa última notícia me senti emocionado ao ponto de ir ao banheiro aqui da empresa em que trabalho e olhando para o espelho chorei de felicidade, como em poucas vezes na minha vida.