!!Mestres da nona arte (by Rodrigo Castro)!!

25 de abr de 2007




Existe uma tríade sagrada no mundo dos quadrinhos formada por escritores que se tornaram queridos do público e respeitados pela crítica por suas obras importantes e únicas para a nona arte. Os três estão tendo obras transformadas em filmes.

O mais importante é Alan Moore. Inglês, esquisito, barbudo, cabeludo e bruxo, Moore é mestre em desfazer toda a magia dos super heróis, transformando-os em seres humanos tocáveis. Seus argumentos são bem estruturados, seus diálogos inusitados e seus conceitos únicos e originais. É do mago, clássicos instantâneos, como: “Watchmen”, “V de Vingança”, “Do Inferno” e “A Liga Extraordinária”, todas essas já transformadas em filmes - tirando "Watchmen" que começa a ser filmado este ano e conta com a direção de Zack Snyder (mesmo diretor de "300 de Esparta").

O segundo autor também é inglês: Neil Gaiman. Com visual parecido com o de um astro do rock, Gaiman teve boa formação: leu muito e se especializou em obras que retratam o misticismo grego e seus deuses, assim como a era medieval e seus emblemas. O último bem retratado em "Stardust", obra que se tornou filme ano passado, que chega aos cinemas ainda este ano 2007 e que conta com grande elenco.

O autor é conhecido por seu trabalho frente à reformulação de um personagem de segunda do universo DC (lar de Superman, Batman e Mulher Maravilha): “Sandman”. Com elementos pop, escrita rápida, diálogos interessantes e de boa compreensão, seus trabalhos são obras primas que renderam elogios e prêmios literários.

A trindade ganha corpo com um americano: Frank Miller. A diferença dele para os outros dois é que além de escrever ele desenha – foi assim que entrou no mundo dos quadrinhos. Um traço importante de sua personalidade está em todas suas obras: o questionamento, a dúvida do que está sendo mostrado e seus porquês.

Frank fez dos quadrinhos um mundo mais real: abdicou do mundo mágico e icônico dos grandes personagens e deu mais importância para os erros e o lado humano. Diálogos afiados, argumentos brutais e traço vanguardista - que influenciou imitadores e “alunos” - fazem parte da sua importância para a mitologia das boas histórias em quadrinhos.

São do nova iorquíno a reformulação de personagens importantes e obras seminais que mudaram toda a perspectiva das “revistinhas”, como em seu trabalho frente ao título do personagem Demolidor, da Marvel Comics: sob seu comando, a revista – que estava em vias de ser cancelada - ficou entre as mais vendidas dos anos oitenta.

Em meados da mesma década ele iria para a Distinta Concorrência e faria duas das mais importantes obras do homem morcego: “Batman, O Cavaleiro das Trevas” e “Batman: ano Um”. Ambas visionárias por explorarem facetas nunca antes realizadas e pensadas.

Já astro, abandonou as grandes e partiu para uma editora independente, a Dark Horse. Lá, com liberdade total e criatividade em alta escreveu a premiada série inspirada no cinema noir, “Sin City”. Na máxi série o autor explorou o mundo sujo de Basin City: uma cidade repleta de mulheres fatais, detetives de má índole e muitas sombras.

Ainda na DH publicou três trabalhos que merecem destaque: “Marta Washington” (com três histórias divididas em séries), “Hard Boilled” (influenciando o mundo “Matrix”) e “300”, obra visceral lançada em 1999 e que ganhou as salas de cinema recentemente.

Na virada do século, Miller viu seus fãs, críticos e até mesmo pupilos arranharem sua figura de gênio após a segunda parte de “O Cavaleiro das Trevas” chegar às bancas.

Hoje em qualquer banca você encontra a mais nova empreitada de Miller com o homem morcego na série publicada pela Panini Comics: “Batman e Robin”. E o autor promete mais uma série do “morcegão” ano que vem: Batman versus Al-quaeda.

Nenhum comentário: