!!Wasting Light é o melhor disco do Foo Fighters? Sim!!

13 de abr de 2011



Fui um dos vários fãs de rock que viu a transmissão ao vivo da MTV, com o Gastão na apresentação, do comunicado da morte de Kurt Cobain. Naquele tempo, eu realmente gostava do Nirvana. Ainda mais porque eles tinham deixado o fantasma de “Nevermind” pra trás e tinham realizado um ótimo, e sempre subestimado, disco “In Utero”.

Passado o susto, quase que de imediato, o baterista do trio mais amado de Seattle, um tal de Dave Grohl, decide sair por detrás de seu instrumento e lançar banda. Pensei na hora, e muitos hoje não admitem, mas devem ter pensado o mesmo: que filho da mãe aproveitador, mal viu o líder de sua antiga banda morrer e já vai mamar nas tetas da fama emprestada e do luto alheio.

O nome da banda? Ridículo: Foo Fighters. O primeiro disco, com o mesmo nome da banda, normal, com uma ou outra música que realmente eram boas e só. Pensei imediatamente: morreu. É esse disco e nunca mais. Enganei-me, ainda bem, pois eles mostraram ser mais do que isso com um dos melhores discos de rock dos anos 90, um disco que eu carinhosamente apelidei de morde-e-assopra, o excelente “The Colour And The Shape” – que até hoje tenho em CD.

Em seguida chegaria a vez dos medianos “There Is Nothing Left To Lose” e “One By One”. Em 2005 a banda faria um disco bem próximo do que haviam feito em “The Colour & The Shape”, fazendo várias músicas rápidas e outras mais tranqüilas. Um disco bom, mas que infelizmente não pegou como deveria pegar, “In Your Honor”.

Mais dois anos e outro disco, o pesado, mas ainda não perfeito “Echoes, Silence, Patience & Grace”. Depois disso, houveram conversas sobre uma separação, a nova banda e imperdível banda, diga-se de passagem, de Grohl, com Josh Homme do QOSA e o mestre John Paul Jones do Led Zeppelin, a já aclamada por aqui, Them Crooked Vultures.

E um dia, vagando pela internet, leio que Grohl decidiu voltar com a banda. E para fazer um trabalho diferente de todos já feitos, decidiu botar todos os 05 elementos da banda em uma garagem, para eles se ouvirem e buscarem o seu melhor em um disco mais cru e com mais vontade. Este disco é esse excelente, e talvez, o melhor disco já realizado pelo Foo Fighters.

“Wasting Light” é uma mistura de tudo o que Grohl fez nos últimos anos: em “Arlandria” temos a introdução ao estilo QOSA e em seguida o roquinho básico (e competente) que sua banda sempre fez e faz também em “Back & Forth”, “A Matter Of Time” e “Miss The Misery”. 

“White Limo” temos o peso de projetos como o Probot que Grohl tocou com nomes do Heavy Metal.

“These Days” é a primeira música de “respiro” de todo o disco e soa como muitas outras, bem feitas, pelo quinteto, mas ainda pega no peso lá pelo meio. 

Mas as cerejas desse belo bolo, são: 
 
As duas melhores músicas iniciais de um disco da banda em toda a sua carreira, a segunda, em minha opinião, a melhor música já feita por eles: “Bridge Burning” – com muitos, mas muitos elementos do estilo de compor do Queens Of Stone Age – e o petardo e talvez melhor música do ano, até o momento “Rope” – que tem elementos do Rush em sua quebrada, a la “Tom Swayer” (a música de abertura da série do McGuyver, “Profissão Perigo”, lembra? 

A lenta, mas interessantíssima “I Should HaveKnown”,  intensa, bem tocada e principalmente, bem cantada por Grohl, uma para entrar em Best Of futuros da banda – o baixo é cortesia do parceiro de tempos de Nirvana Chris Novoselic; 

A derradeira “Walk” que tem tudo o que o Foo Fighters gosta de fazer, nuances lentas, bateria desenfreada e paredes de guitarra.

Este é um dos discos mais obrigatórios do ano e que bom que é do Foo Fighters. Nota 9,0!

5 comentários:

Jezi Alecrim disse...

"a cereja do bolo..." foi ótimo!
:P
Gosto de Foo Fighters, eu ouço esporadicamente, e quando rola, eu gosto bastante.
\,,/

Rod Castro disse...

Mas é um puta bolão de referências. Principalmente aos trabalhos já feitos pelo Grohl. E estas últimas músicas citadas são muito, mas muito boas mesmo. Carrega este vídeo que não te arrependerás reles mortal!! Hehehe.

Paulo Teixeira disse...

Frescura do próprio Dave Grohl achar que o nome da banda é escroto. Pra mim é um dos melhores, principalmente considerando-se o monte de doidices listadas no The Canonical List of Weird Band Names. =)

Rod Castro disse...

Hehehhe. A banda sempre foi interessante, como disse, acho que o Foo sempre fez discos nota 7,5. Mas a coisa aqui vai pra outro patamar. Discão, até agora, com sobras, o melhor do ano!

Anônimo disse...

O primeiro álbum tem uma música ou outra boa só, e o in your honor é underrated??

Tomou chá de fita?