!!04 filmes juntos dão 02?!!

15 de abr de 2011

Assistir a muitos filmes em sequência não é muito apropriado quando você decide pegar o que ainda não viu ou muito menos leu sobre. Assim, lá fui eu a locadora, próxima de casa, e faço um pacotão de filmes “inéditos” aos meus olhos.

Pensei, sinceramente, que dois se salvariam, mas nem isso. Vamos a tralhada... do pior para o menos pior.

“Os Outros Caras” – Nem sempre uma boa dupla faz um bom trabalho. E olha que nem estou falando dos atores principais do filme, mas sim do diretor Adam McKay e o astro Will Ferrell - a mesma de vários programas do Saturday Night Live, do bom “O Âncora”, do engraçado “Ricky Bobby” e do mais ou menos “Quase Irmãos”.

Aqui em “Os Outros Caras” eles recrutam o já indicado ao Oscar Mark Whalberg para ser o novo parceiro de Will Ferrel – totalmente livre de qualquer cacoete daqueles que o fazem engraçado, já um erro gigante do filme. Eles são dois policiais que enfrentam os seguintes problemas: um não tem habilidade alguma para ação (Ferrell) o outro (Whalberg) gosta tanto que mete as mãos pelos pés e até fere um jogador de beisebol em uma final importante.

O filme empaca muitas vezes. A salvação é Eva Mendes como a esposa de Ferrell. Tarada, linda e com as melhores falas do filme. Nota 5,0.

“Demônio” – Brian Nelson era um dos nomes, entre roteiristas, que eu realmente apostava como um prodígio nesses anos 2000. É dele um dos roteiros, originais, mais viscerais dessa última década, o sempre esquecido pelos apreciadores do suspense: “Menina Má.com”.

Também é dele o roteiro adaptado, muito bem adaptado, diga-se de passagem, do outro filme feito em parceria com David Slade (mesmo diretor de “Menina Má. Com”), o horripilante e também esquecido pelos “conhecedores de cinema”, “30 dias de noite”.

Lógico que quando li em um parágrafo o nome de Nelson ao lado do de M. Night Shyamalan em uma história de suspense envolvendo o capiroto, pensei como muita gente: “este filme é imperdível!”. E não é infelizmente.

O erro está tanto no roteiro, repleto de furos, muitos furos mesmo. Passando pela mão incompetente ao extremo de John Erick Dowdle. Pelo menos eu vejo assim:

Como 05 pessoas ficam presas dentro de um elevador e somente depois que uma delas “surge” morta em cena que os seguranças do prédio decidem chamar os bombeiros? Como um técnico de elevadores do prédio cai sobre o elevador morre e as pessoas dentro do elevador não se aterrorizam? E pior, como se pensou em um final tão bobo – esse é o pior xingamento que possuo em meu vocabulário, acredite – pode ter encerrado uma história que tinha tudo para ser boa?

A direção é míope. Cria artifícios visuais amadores e não mostra sua mão em nenhum diálogo – vital no filme – travado entre seus cinco atores principais, presos no elevador. O filme é o terror realmente, mas de forma negativa. Nota 5,0.

“A Mentira”: Ouvi e vi muita gente falando que este filme era imperdível. Que era um filme engraçado e ao mesmo tempo inteligente. E que a Emma Stone arrebentava.

Imperdível não é. Engraçado? De vez em quando e quase sempre quando a própria Emma não está em cena, mas sim os seus pais e algumas pessoas que a cercam. Quanto a Emma eu não sei o que dizer, acho-a linda, dona de uma voz maravilhosa, mas ainda não me convenceu – seu melhor papel ainda está em “Zumbilândia” e nem é tão bom assim.

A história de alguém que conta uma mentira para se livrar de um problema e vai tendo sua vida alterada por conta dos comentários alheios não é novidade, muito menos é nova a forma de contar essa repetida história por parte do diretor Will Gluck.

É lógico que ele tenta modernizar a coisa, usando celulares, torpedos, redes sociais e o tão famigerado videoblog para encerrar a história, que começa no início em que é contada pela personagem de Emma. A referência jogada por ela, tentando trazer um pouco de “nerdismo” para a história, como falar dos filmes de John Hughes, soa gratuita. Filme normal, nota 6,0.

“Splice” – um filme com Sarah Polley, Adrien Brody,dirigido pelo mesmo cara de “O Cubo”, Vicenzo Natali e com o tema terror com experiências genéticas tinha tudo para ser um excelente filme. Mas decepciona principalmente da metade para o fim.

Mais uma vez temos a eterna história do casal de cientistas que tentam a todo custo fazer sua maior experiência tomar vida. Lógico que o laboratório que financia tal evento não se satisfaz com os resultados e põe fim aos ideais da dupla. Em desespero, eles dão mais um passo em sua vontade e acabam por trazer a vida um ser diferente e que vai ganhando forma humana – feminina – até se tornar adulta.

Polley e Brody se esforçam para salvar o filme. As cenas com efeitos especiais se destacam. Mas os últimos 35% do filme são sofríveis, sendo mais do mesmo. Pena, nota 6,0.

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