!!O primeiro passo rumo ao Oscar 2011. “Maldito Futebol Clube”!!

7 de abr de 2011



Não desgosto de “O Discurso do Rei”. Acho que é um filme competente com um bom enredo e muito boa fotografia. Não sensacional, mas que filme sensacional ganhou o Oscar desde “Beleza Americana”? E olha que esta lista tem bons filmes que acabaram por tirar o prêmio das mãos de outros bem melhores, mas fazer? É o Oscar!

Enfim, tinha ouvido bons comentários sobre o primeiro trabalho de Tom Hooper nos cinemas, já que ele fez uma boa carreira produzindo filmes de drama para as televisões britânicas. O filme falava sobre futebol e tinha, diziam por aí, uma excelente interpretação de Michael Sheen – que não é parente dos Sheen lá dos EUA, mas tem uma filha com a beldade Kate Beckinsale.

Aliás, aqui cabe um comentário a respeito deste inglês que fez sucesso nos palcos do teatro inglês: ele sempre acerta nos personagens escolhidos para o cinema e tem uma sequência muito boa de filmes, confira: “A Rainha”, “Frost/Nixon”, “Maldito Futebol Clube” e “Ameaça Terrorista”.  Suas próximas aparições serão no novo filme de Woody Allen “Meia noite em Paris” e “Dark Shadow”, novo filme de Tim Burton.

E “O Maldito Futebol Clube”? Este é um bom filme. Talvez o melhor sobre futebol até agora feito. A história é simples, mas para pessoas que realmente gostam do esporte e dos seus bastidores, ganha status de imperdível, principalmente por se basear em fatos ocorridos.

O Leeds United é um dos clubes mais queridos dos ingleses. Durante a década de 60/70 sempre esteve entre os finalistas dos mais importantes campeonatos da terra da rainha. Muitos afirmavam que era pelo seu técnico Don Revie (encarnado pelo sempre competente irlandês Colm Meaney) e jeito agressivo de jogar do time.
Outros diziam que era pela perna de pau e pela ajuda dos juízes, esta afirmação vinha de outro técnico, o falastrão Brian Clough (Michael Sheen, ótimo). 

O filme começa quando Revie é chamado para ser o técnico da seleção inglesa e propõe a diretoria do Leeds que contrate Clough. Em 44 dias como treinador, Clough sofre o inferno: perde todos os jogos, fala coisas que não cabem ser ditas, acaba com a parceria que mantinha com seu fiel assistente Peter Taylor (outro sempre bom ator Timothy Spall) – a cena da volta da dupla é hilariante.

O final da aventura do falastrão Clough é ser demitido e consequentemente humilhado por Don River em um dos mais importantes programas esportivos do Reino Unido. Mas ele dá a volta por cima - não acompanhamos isso em filme, mas em cenas reais – ganhando títulos internacionais com outros clubes, no seguir de sua carreira.

É um filme engraçado, bem próximo de nós brasileiros, que temos "contato diário" com os técnicos dos nossos times - através de dezenas de programas esportivos - e vemos neles a projeção dos nossos desejos a beira do campo. Uma ótima estréia para um novato Hooper. Um filme que merece ser descoberto e que é bem melhor que o premiado "O Discurso do Rei". Nota 8,5.

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