!!Um disco ímpar… ou os Klaxons são parentes distantes de Ziggy Stardust?!! por Rodrigo Castro

25 de jun de 2007


Já sei que a uma hora dessas, após ler o título do texto, você que é um grande fã de David Bowie e de sua fase “extraterrestre” deve está pestanejando e dizendo impropérios ao meu respeito. Mas...

Sejamos sinceros, uma banda com um nome esquisito como “Klaxons” que lembra o de um monstro daqueles que enfrentavam Spectromen, em suas aventuras que passavam a noite na TVS (se você não é velho o bastante: SBT), só pode ter mamado nas tetas do camaleão do rock, certo? Sim e talvez seus membros tenham até muito orgulho disso.

O Klaxons é formado por três caras e seu som é tudo, menos simples. São tantas referencias por faixa em uma junção tão bem realizada que a sombra de Bowie se estende a cada número novo, de faixa, que surge no visor do seu MP3player ou aparelho de som. E olha que eles nem tem um grande vocalista ou possuem grande marketing junto aos fãs e mídia.

Para você entender: somente um artista como David Bowie teria (ele já o teve várias vezes em sua extensa carreira) coragem hoje em dia de mandar o seguinte titulo para a capa do seu CD: “Klaxons – Myths Of The Near Future” (Mitos de um futuro próximo). Complexo não? E como. De um jeito que só o titio com olho de vidro poderia ser e foi.

Saindo desse lance de sombra, há uma característica interessante neste bom disco de rock: quase todas excelentes faixas, as que ficarão na sua memória, são as de número impar. O por quê? Não tenho a mínima idéia, mas é fato e fiz até uma pesquisa com alguns ouvintes antes de começar a escrever este texto.

Que ver? Ou melhor, ouvir? Então selecione a 3ª e 7ª faixa. Mas se prepare, pois ambas estão entre as melhores canções de 2007, até o momento: a glan “Golden Skans” (o clip só pode ser uma homenagem a Ziggy ou a uma antiga abertura do Fantástico); e a sensacional “Frailty’s Rainbow” (duvido você não cantarolar o refrão “Come With Me, Come With Me. We Travel to Infinity.” após sua execução).

Mais impares? Preste atenção a marciana abertura do disco “Two Receivers”; também a meio Bauhauniana, mas animada “As Above, So Below”; a homenagem ao Devo, só que bem mais eletrônico “Masick”; e a mistura sem definição de “Four Horsemen Of 2012”. Todas de número impar: 5ª, 9ª e 11ª respectivamente.

Há sim mais faixas boas e de número par, como a dançante (principalmente pela sirene) “Atlantis To Interzone”, a desconstrução ritmada “Forgotten Works” e a mistura de boas músicas românticas com um turbilhão de sons malucos tirados pela guitarra de “It’s No Over Yet”.

E qual é a sensação de ouvir este disco: é como se os discos voadores de “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” não emitissem aquele seu som característico e sim algo com guitarras psicodélicas, baixo preciso, bateria bem posta (às vezes eletrônica) e vocais múltiplos em uníssono. Ou: um som dos anos oitenta com cara de hoje em dia.

Um comentário:

Stevie Wander disse...

Esse disco é lindo,apesar de ter gente torcendo o nariz só por causa da encheção de bola do grupo,mas tá ae,se fosse nos anos 80 eles estariam entre os melhores como depeche mode,new order e até u2 se bobear.Essa banda é Pop honésto,poucas bandas hoje em dia me fazem parar pra prestar a atenção,se eu achar outros grupos equivalentes(não cópias)vou tambêm curtir,o importante é soar bem aos ouvidos..se você não têm,roube esse disco.