O Dia pop do SWU!!

11 de nov de 2010

Como chamar de perigoso um festival repleto de centenas de grupos de pessoas vestidas como a mais temida família a surgir no mundo do rock, desde a família Manson, os garotos do Restart?

Nada contra o modelito, mas na entrada do segundo dia de SWU, você já conseguia notar a diferença do sábado para o domingo: havia mais segurança, mais pessoas sorrindo e uma quantidade expressiva de

mulheres, o que garantia menos confusão, mais homens com cara de bobos e coros vocais nas mais importantes músicas do dia.

Sim, este era o dia da perpetuação do desrespeito ao banheiro feminino. Também era o dia em que a roda gigante teria uma fila quilométrica e as tendas com programação alternativa receberiam um público massivo, alegre e tranquilo.

Sendo bem sincero, de todos os dias, foi o que tinha menos cara de festival. Senão fosse por uma ou outra atração, não teria comprado o ingresso, mas sabe que valeu a pena?

Vamos ao que interessa: os shows!

Com a revista reforçada, acabamos por chegar `a Fazenda Maeda no mesmo horário do primeiro dia, no momento em que iniciava o show do Teatro Mágico – o que fez alguns, como Marcos, Júnior e Cássia, lamentarem muito.

Quando conseguimos reunir todo o nosso grupo de amigos, o Jota Quest já encerrava sua participação. A descida foi “coroada” com alguns sucessos de Capital Inicial, o qual só vimos as 05 últimas músicas, nada contra, mas era só o Capital Inicial de sempre, ok?

Sublime With Rome – não, eu não pratico macumba e sinceramente não suporto reggae. Então não tire pelos meus pensamentos se o “retorno” do Sublime foi lá isso tudo, mas pelos comentários de apreciadores do lance, como André Nishuaqui e o Daniel Batera, parece, que foi bom. Minha nota não é das melhores: 4,5.

Regina Spektor – pouco conheço do trabalho da pianista que o The Strokes recomendou para o mundo todo. Mesmo sendo magrinha, Regina tem um trabalho fofinho, mas na boa, não rola bacana em um festival, ainda mais com o fro que estava. Ela arrancou suspiros de alguns marmanjos, como o Júnior, mas nada que a tornasse a musa do SWU, este posto já tinha dona. Nota 6,0.

Joss Stone – quando conheci o trabalho da inglesa que gritava bem no estúdio, mas que na premiação do Grammy desafinou nas músicas em homenagem a Janis Joplin, muitas pulgas

ficaram atrás da minha orelha. Quando a vi na programação quase me arrependi de querer ir, mas lembrei do último disco dela e como ela o fez tão melhor que os demais. Joss arrebentou:

sem sandálias, sem sutiã, com uma banda sensacional e o melhor carisma do Festival. A voz? Inspiradora! Desculpa moça. Nota 9,0!

Dave Matthews Band – não curto o som de Dave. Sei que a banda é boa, sei que ele tem boas composições e o melhor: sua fama sobre o palco o precede. Quando a banda começou seus trabalhos deu pra ver que a empolgação de alguns membros da minha moçada não era exagero: excelente banda, um show perfeito – com direito a bis - e um baterista acima da media. Nota 8,5!

Kings Of Leon – em 2005, no saudoso Tim Festival, assisti ao show de uma banda a qual eu nem gostava, os Reis de Leon – uma homenagem ao pai de três deles. A banda subiu no palco, tocou, não fez brincadeiras e foi embora. Curti uma ou outra música, mas a lembrança de que eles pareciam uma cópia furada do Creedence Clearwater que sempre respeitei, afastou-me do show. Agora a coisa era outra: eles se tornaram uma das melhores bandas dos últimos 04 anos e tinham dois dos melhores CDs feitos em sequência por uma “nova” banda. O show foi igual ao que eles fizeram no TIM Festival: seco, com músicas certas, momentos interessantes – a melhor transmissão via telão de todo o SWU – e curto. Nota 8,0.

2 comentários:

Ana Paula Pontes disse...

eu devia ter ido... tao perto e tao longe ao mesmo tempo a7x *-*

Ana Paula Pontes disse...

a joss é perfeita