!!Filmes para conferir, mas nenhuma obra-prima: O Exterminador 4, Halloween e Se Beber Não Case!! Por Rod Castro

10 de ago de 2009

“Exterminador do Futuro: A Salvação”

Vou ser bem sincero, logo nessa primeira linha: já deu.

O primeiro “Exterminador do Futuro” é cult, têm cenas clássicas – a chegada do terminator ao presente, a invasão à delegacia e o final apoteótico. O segundo se tornou um marco no cinema pelos seus efeitos especiais e trilha sonora acachapante – além de ter lançado um promissor astro (onde está você Furlong?).

O terceiro é um arremedo de filme, com algumas boas cenas de ação e uma vilã vitaminada, mas apenas isso. E agora com esta quarta parte vem a pergunta a mente de alguém que pensa enquanto vê algo para divertir, mas que encontrava algo a mais nas primeiras aventuras da série: cadê o enredo?

Filme fraco, com atuações mais ou menos – como o Bale foi se enfiar nessa enrascada, não tenho a minima ideia – e que não lança nada de revelador ou crie nocas perspectivas para outras continuações. Não disperdiçe seu tempo, vá assistir a nova versão que Rob Zombie fez para um filme de terror da década de oitenta. Nota 5,5 para EF: a salvação.

“Halloween”

Rob Zombie é um grande roqueiro. Vem de sua banda, o White Zombie, e do Ministry a invasão promovida pelo eletrônico com rock pesado nos anos 90, logo após o surgimento do rap com heavy promovido pelo Faith no More.

Os clipes da banda de Zombie além de interessantes e repletos de imagens com cores berrantes, possuiam roteiro e por muitas vezes cometia uma ou duas cenas diferentes ou conceituais – se analisadas pelo foco da fotografia.

Quem dirigia a maioria dos clipes do White? Robbie. Quem escrevia os roteiros? Robbie. Logo, foi apenas questão de tempo para que o roqueiro fosse convidado a dirigir e produzir filmes, principalmente de terror. O convite veio e ele emendou um projeto atrás do outro até ser convocado pela Dimension – mesmo estúdio da série Pânico, outra que merecia um remake mais brutal – para reestruturar a mítica de um dos seus maiores assassinos “mudos”: Michael Myers, da cinessérie Halloween.

O trabalho de Zombie é impressionante. Refazer uma série é uma coisa – infelizmente não assisti ao novo Sexta-Feira 13, que afirmam ser muito bom – reestruturar uma mítica para algo mais moderno e praticamente recriar uma lenda, é um desafio difícil de se agarrar, Zombie fez isso.

Ele acertou a mão ao dedicar pelo menos um terço do filme a infância de Myers. Era impossível alguém sair para a vida e conviver com as outras pessoas de forma normal ou passiva tendo em casa uma irmã “assanhada”, um padrasto asqueroso e uma boa mãe, mas striper.

A infância de Myers – com o passar do tempo e com cenas praticamente documentais, um toque de gênio do diretor - o transforma num gigante de quase dois metros sem nada na cabeça, como o seu médico tanto repete por cenas e mais cenas do filme, e uma vontade incessante de matar, estripar e esfacelar tudo e todos que cruzam o seu caminho.

Não é um filme de terror por ser. Há sacadas no roteiro. E na parte técnica, zombie abusa dos takes fechados e claustrofóbicos, mostrando para o espectador que não há escapatoria para ninguém da cidade em que Myers foi criado. Excelente terror e com um final marcante, aterrorizantemente bonito.

Nota 8,0 e que a segunda parte chegue logo.

“Se Beber, Não Case”

Na última sexta-feira um grande roteirista do cinema Americano dos anos 80, um mestre em comédias que tinham uma mensagem positiva de fundo, o senhor John Hughes, faleceu aos 59 anos, novo até demais.

Entre suas obras, destaco 4 – somente a primeira não tenho em minha DVDteca, espero pelo seu lançamento: “Antes Só Que Mal Acompanhado”, “Quem Vê Cara Não Vê Coração”, “O Clube Dos Cinco” e “Curtindo A Vida Adoidado”. A tristeza desse fato me fez assistir ao filme “mais engraçado do ano” segundo várias publicações especializadas em cinema do mundo todo, “Se Beber Não Case”.

Poucas vezes um mote tão explorado em comédias americanas – despedida de solteiro – foi tão bem usado. O segredo do filme reside em dois fatores principais e ambos estão ligados ao roteiro: personagens ultramente humanos e reconhecíveis em qualquer lugar do planeta e história entrecortada e contada de forma diferente, praticamente de trás para o meio.

O segredo para curtir mais o filme é se despreender da realidade e tentar montar o quebra-cabeça proposto desde a primeira cena em que se conhece a turma da despedida completamente acabada em um deserto e sem saber onde está o noivo, que tem poucas horas para aparecer no casamento. Muito bom filme, cheio de cenas insanas e politicamente incorretas. Para rever dois dias depois, nota 8,5.

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