Depois de tanto tempo, eis que surjo, limpo, e com muitos artigos: Alice no País das Maravilhas e A Hora do Pesadelo – por Rod Castro!

21 de mai de 2010

Finalmente, ajeitando minha vida pessoal, posso atacar com minhas cornetadas, comentários e avaliações nada serias sobre filmes, gibis, livros e demais exemplares da cultura pop que tanto me abastecem de informação e às vezes, as vezes hein, acabam por me divertir. Vamos aos artigos? Simbá!

“Alice No País das Maravilhas, de Tim Burton”

Sejamos francos? Tim Burton é um excelente diretor. Tem um domínio de câmera e cria possibilidades artísticas, através dos seus excelentes diretores de arte, que encantam e tomam conta da tela e do deslumbre de seus fãs e espectadores.

Mas, tirando o subestimado “Peixe Grande” e o bom “Sweneey Todd”, nesses anos 2000 Tim não acertou a mão em seus filmes, principalmente por dois fatores: roteiros visivelmente feitos sem grande inspiração e a total confiança de que ter Johnny Depp em cartaz é a garantia de que o público vai gostar do filme.

Em “Alice” Burton mistura o primeiro e o segundo livro do lisérgico senhor Lewis Carroll e tenta dar um toque pessoal a aventura tantas vezes vista em desenho e tantas vezes recontada através de outros filmes – a criança que entra em contato com um mundo mágico para escapar da sua cruel realidade.

Os efeitos são sensacionais. O 3D é muito bem feito, não tão bem explorado. As atuações – da própria Alice (Mia Wasikowska), do Chapeleiro Louco (Depp disfarçado de Madonna), da Rainha de Copas (Helena Bonham Carter) e da Rainha Branca (Anne Hathaway) – estão perfeitas e até mesmo bem contidas, nada de exageros para compensar o fraco roteiro.

Como tanto falei para as pessoas que eu conheço e queriam minha opinião sobre o filme: é um filme do Tim Burton – cheio de boas referencias visuais, dono de boas interpretações – mas que peca no contexto de desenvolvimento de trama, ou seja, um erro de direção. Nota 7,5!

“A Hora do Pesadelo, de Samuel Bayer”

Grandes marcas do cinema merecem sim um recomeço. Sou a favor e sempre espero uma surpresa durante este processo de reinício. Os que são contrários e sempre perguntam minha opinião, respondo: e o que você acha de “Batman Begins” e “O Cavaleiro das Trevas”?

O detalhe da minha pergunta reside no pensamento por de trás da ideia. Ou seja: Chris Nolan tem uma equipe gigantesca de pré-produção e total liberdade para dar o caminho desejado. Mas será que este novo Freddy passou por este tipo de posicionamento. Pelo que vi, não.

A ideia de praticamente filmar o clássico de Wes Craven nos seus mínimos detalhes – o original – foi uma boa tática, pois o apresentava para os virgens deste tipo de terror, ao mesmo tempo em que fazia os velhotes, como eu, sorrir com os sustos já pré-programados.

Mas o iniciante em cinema e repleto de trabalhos em videoclipes e comerciais, Samuel Bayer, meteu as mãos pelos pés e não inovou em nada. Não se utilizou dos modernos efeitos especiais a sua disposição e muito menos buscou um caminho diferente para contar a mesma história, uma pena.

Sim, ele acertou em chamar o “nerd certo na hora certa”, o ator Jackie Earle Haley – que mais uma vez faz um papel desejado por muitos, como Rorscharch de Watchmen – que dá um toque especial ao Freddy, o tornando mais macabro, mais cruel e sinceramente, nada engraçado – fator especialmente agradável para este que aqui redige.

O filme conta a mesma história do clássico que tinha Johnny Depp entre os jovens perseguidos em seus sonhos por um homem com garras de metal, corpo queimado e usava um chapéu no estilão década de setenta.

Mas o filme não prende, nem produz um efeito interessante que os demais “Hora do Pesadelo” conseguia imprimir em sua platéia: a vontade de ver Freddy estraçalhando em um novo filme. Por esses fatores, positivos e negativos, nota 6,5. Esperava mais.

3 comentários:

Thiago Henrik disse...

Ótimas resenhas. Alice é OK, mas me decepcionou. Filme bobinho, superficial. Podia ser bem melhor.

A Hora do Pesadelo assisti ontem. E mesmo sabendo que tinha tudo pra ser trash, ainda assim esperava mais... algum tipo de inovação, ou sacada diferente. O que salva o filme é o Jackie Earle Haley.

Leonardo J. Mancini disse...

Alice é um lixo! Chato, longo, com final boboca e demagogo!

:D

Rod Castro disse...

Mancini safado, concordo plenamente. Thiago, certeiro seu comentário sobre ambos os filmes. hoje posto sobre mais dois filmes, senão três, olhos abertos!