!!Maquinária: Janes Addiction... ou: eles são bem mais do que sempre pareceram!!

11 de dez de 2009

Quando soube que o Janes Addction estava no plantel do Maquinária confesso que fiquei um pouco triste. Conheço pouco da banda – ainda hoje afirmo isso, mesmo com um Best of no MP4 e alguns outros CDs deles – mas sempre quis ver como seria uma apresentação deles – havia lido sobre e sempre rasgaram elogios.

E a questão mais importante e que sempre me fiz era: será que o David Navarro é o típico ficeleiro ou ele realmente é mais do que apenas uma pose? Com essa pulga atrás da orelha, ainda sentindo a adrenalina deixada pelo Deftones e com o sol saindo de lado – graças a Deus – o Jannes subiu no palco.

E a primeira palavra sobre o que vimos é: eles são muito, mas muito bons mesmo. No mínimo dezenas de vezes melhor do que alguns imaginavam. Tá certo que o som das caixas melhorou muito – não estava ruim, mas algo diferenciou - e isso trouxe mais brilho a apresentação. Uma das coisas que mais passavam pela minha cabeça, como público era: moçada, vamos fazer nossa parte que assim o Pharrel - o Lollapalooza - traz o festival dele para o Brasil.

Tá certo que de meia em meia hora o Perry fazia questão de se afirmar homem – alguém deve ter falado ou postado bobagens sobre o cara e ele ficou muito, mas muito chateado mesmo – mas isso de forma alguma atrapalhou a apresentação dos viciados (addiction, ok?). Em uma apresentação nada contida, repleta de solos cavalares, peso (hard mesmo) da cozinha em total sincronia, eles atropelaram o pessimismo alheio e deixaram o público no ponto para o que seria uma das melhores apresentações de rock do ano em solo brasileiro, o Faith oras?

Momentos paga pau: sentir a precisão do Navarro em um som cristalino, ver o Pharrel cair algumas vezes porque não continha sua felicidade de ver tanta gente junta em um lugar louco como aquele, ouvir “Stop” com uma precisão sonora avassaladora e um encerramento com todos os demais componentes do grupo arrebentando alguns tambores enquanto Perry fazia suas estripulias.

O céu já ameaçava fechar e eu vociferava a todos próximos: vai cair uma tempestade amigos. E neste momento o Janes já se despedia, com muitas pessoas aplaudindo a apresentação e alguns, eu e mais uns três da minha turma, trocávamos palavras como: foi bom hein? Os caras arrebentaram.Sai o Janes, dono de um 9 com louvor.

E o palco se molharia para que os reis surgissem. Daqui alguns dias, senhoras e senhores: Faith No More.

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