!!Depois de tanto tempo, lá vem: Fim da Escuridão, Atividade Paranormal e Pandorum!! Por Rod Castro

2 de ago de 2010

Pouco tempo para ver filmes, menos ainda para escrever alguma coisa e um sono imenso, mas vamos lá vê no que dá, segue aí algumas resenhas de filmes que vi, alguns há um bom tempo, outros mais recentes, no Blu-Ray e DVD.

Fim da Escuridão, de Martin Campbell
Lanterna Verde, adaptação de mais um personagem da editora DC Comics – mesma do Batman e Superman – ganhará as telas no próximo ano. Este, talvez, seja o filme que firmará o nome do diretor Martin Campbell no panteão de grandes diretores de ação do momento.

Cacife pra isso ele já tem: capitaneou os dois mais recentes reboots da série de filmes do 007 – Golden Eye, que apresentou Pierce Brosnan, e Cassino Royale, primeiro filme com o novo rosto, e definitivo, do espião, Daniel Craig.

Este drama/policial foi realizado por Campbell no intervalo desses grandes filmes. É uma obra menor, mesmo que tenha como protagonista um dos maiores astros do cinema americano e mundial – Mel Gibson, envelhecido demais em uma interpretação normal – e tem trama muito parecida com dezenas de filmes da década de 80, em que um cara era capaz de enfrentar sozinho um cartel.

Um veterano policial – Gibson - recebe a visita da filha que há muito não via. A moça foi envenenada e antes de chegar ao hospital é assassinada em frente do pai, que obviamente vai investigar os motivos do envenenamento e do assassinato.

A trama passa por companhias de armamentos químicos, ONGs que invadem galpões e laboratórios de grandes indústrias e chega a algumas poucas cenas de ação, bem realísticas e perfeitamente bem rodadas. Não é ruim , mas podia ser melhor. Nota: 7,0.

Atividade Paranormal, de Oren Peli
Assim como milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, fui surpreendido pelo bom trailler de Atividade Paranormal. Sendo que o que mais me interessou foi o lado “amador” de como o filme foi realizado.

Aliás, aqui cabe uma linha de raciocínio que tive após ver o filme e me lembrar de outros que foram produzidos de forma parecida, como “A Bruxa de Blair”: é impressionante como o cinema pôs em nossas mentes que a boa produção é irreal, é inverossímil, assim, todas as vezes que nos deparamos com uma gravação que poderia ser feito por qualquer mortal – via web cam, celular e câmera de mão – o medo de que aquilo seja real, ou que pode acontecer, faz com que os espectadores tenham mais horror e até mais curiosidade sobre o material.

É nesta linha que segue o filme, história simples: casal de namorados – ou noivos - sofre com estranhos acontecimentos em sua casa. São barulhos, portas se movimentado, namorada levantando como sonâmbula durante a noite e às vezes, palavras “faladas” por ranger de portas.

Na verdade, esse fenômeno já acontece na vida de Katie (Katie Featherston) há mais tempo do que ela mesma se recorda.

A história se desenvolve, com gravações em câmera dos acontecimentos, de pesquisa com o paranormal por parte do namorado (aquela tábua onde espíritos se manifestam, escrevendo com um triângulo), com captação de áudio levado para programas de computador, chegando até o chamado por um especialista em atividades paranormais, que acaba se afastando do caso, por se tratar de um problema demoníaco.

O grande segredo de “Atividade Paranormal” se encontra em um tripé formado pela edição - sem cortes tão bruscos e sem fusões que passem a impressão de ficção – pela fotografia “amadora” e em uma boa atuação de Katie Featherston, principalmente pela sua última cena.

Muita gente não gostou, mas eu recomendo. Nota 8,0!

Pandorum, de Christian Alvart
Futuro, longe de nós. Espaço, onde o vazio já foi conquistado pelo cinema desde sempre. História: um mix de vários segmentos de cinema moderno, como ficção, terror no espaço e a nave que se nutre de seus tripulantes.

Como pode tantos elementos já reunidos em diversas produções se tornarem a novidade do ano quando o quesito é filme diferente? Não sei, mas o diretor alemão Christian Alvart acertou a mão em todos os aspectos, para que Pandorum se tornasse um sucesso no mercado mundial.

Pandorum é um filme que não pode ser segmentado, não pode representar um mercado cinematográfico, mas pode render uma escola de cineastas e de filmes que devem mudar a concepção do que é bom para o estilo ficção cientifica. A trama não se define, passeia pelo eterno mote da última nave a ter tripulantes humanos, que são a perpetuação da espécie, passa pela casa fantasma que está solta no espaço e chega a uma apoteose de perseguições e brigas entre humanos e seres extraterrestre.

No papel de pilotos – um querendo descobrir o que está acontecendo e outro enlouquecendo sobre o efeito do Pandorum (uma conseqüência de se estar no espaço) – estão o competente Dennis Quaid e o livre de exageros, finalmente, Ben Foster.

Um filme diferente, que brinca com elementos já pré-estabelecidos. E que merece ser visto algumas vezes. Nota 8,0!