!!Fã – obsessão cega… ou até onde sua admiração atrapalha sua visão no cinema!! Por Rod Castro!

31 de jul de 2009

Há uma diferença grande entre fã e admirador. Segundo o Aurélio, a maior delas entre essas palavras é a exaltação. Vejamos:

Admiração sf. 1. Sentimento de deleite, enlevo, respeito, etc., ante o que se julga nobre, belo ou digno de amor, de consideração.

Fã s2g. Pop. Admirador exaltado, tiete.

A primeira vez que realmente entendi como um fã se portava, foi ao assistir um filme da década de 80 ou finzinho dos anos 70, em que um rapaz ficava tão obcecado pelo seu objeto de admiração – uma atriz, se a memória não me falha – que se vestia como ela e planejava acabar com sua vida.

O nome deste filme dá título a este texto: “Fã, Obsessão Cega”.

E acho este tema interessantíssimo quando o assunto é cinema. Hoje, com a internet “popularizando o conhecimento” e ao mesmo tempo criando seus “especialista instantâneos” - graças a uma busca realizada no Google - acabou criando um fenômeno que dei o nome de “texto de fã”.

Nele, por três ou até sete parágrafos, você terá total apreço pelo novo filme do diretor fulano de tal, que entende muito, tanto, mas tanto de cinema, que se você não viu o filme pela ótica dele – quase sempre sem mudanças de estúdio, claro: ele não precisa de engravatados, os engravatados precisam dele – é porque você não entendeu, é um tapado, ou simplesmente não procurou pelo maior número de explicações que ele deu por dezenas de site – que também não entenderam nada com o subir dos créditos, assim como o público.

Na maioria das vezes, esse tipo de texto não aponta erros, não pensa no público, cria ou dá mais crédito a dezenas de teorias “planejadas” – após a entrega da obra – pelo autor do filme e cita filmes ou cenas e mais cenas já realizadas em outros filmes desse “grande artista moderno incompreendido”. Transformando-o em um semideus do novo cinema futurístico.

Acho engraçado que esses mesmos autores nunca, nem se reencarnarem novamente, chegarão aos pés de diretores eternos e que sim, cometeram erros em suas maiores obras ou ralizaram filmes ruins.

A cegueira promovida pela admiração sem limites, graças a Deus, não é como a prevista por Saramago, em seu livro recém levado ao cinema, em que muitos são afetados, não. Ela premia ou melhor, elege poucos e bons (?) que se dedicam a assistir horas a fio a mesma obra, decorando trechos e textos explicativos para se tornar cada vez mais “fera” ou talvez cada vez mais inteligente que os demais.

Isso é fanatismo, ou como a definição lá acima citou: admiração exaltada. Ela faz os erros ou as derrapagens cometidas por quem está na direção parecerem caprichos ou “assinaturas”. Mas no fundo, no fundo, o que um grande admirador, fanático, realmente deseja?

Ser adorado como seu ídolo.

Já sei, você tá tendo aquela crise nervosa rindo e dizendo que eu não entendo nada. Vai falar que quando DePalma fez aquele lixo chamado “Femme Fatale” ele fez dezenas de homenagens que somente fãs do cinema noir captaram ou entenderam.

Ou que ao realizar o sonolento “Último dos Moicanos” Michael Mann tentava passar a naturalidade do tempo em que aquelas pessoas viviam e blá,blá, blá, blá ou melhor, a reação da platéia ao assistir ao filme: zzzzz, zzzzzz, zzzz.

Ou até mesmo afirmar que George Lucas não nasceu para dirigir filmes, apenas para criar personagens e é por isso que ele só dirigiu um dos filmes clássicos de Guerra nas Estrelas – mas caceta, ele fez o subestimado THX e o neo clássico Loucuras de Verão.

Fã não vê falhas, ao percebê-las escreve pouco sobre ou fala baixo.

Mas aqui um conselho: seu ídolo tem pés de barro, assim como os meus. E suas lamentações pelos seus erros, revertida em lágrimas, não farão seus pés se dissolvererem.

Criticar um grande diretor ou um diretor que você goste não fará a menor diferença na vida dele, muito menos em sua carreira e principalmente, lembre-se: ele é humano, como você, que não é tão especial quanto acha – como falava Tyler Durden em Clube da Luta – e por isso comete erros sim.

E uma observação: se for escrever algo sobre um artista ou diretor que você adore além da conta, fale antes no artigo “Olha, sou fã, mas isso não deprecia meus pensamentos que você vai ler a partir do próximo parágrafo, mas admito que há possibilidades de o filme não ser tudo isso.”

Poupa tempo e melhor: não deturpa ou empurra uma verdade goela abaixo dos demais que levam suas ideias e pensamentos em consideração.

Ah, por favor, fãs, escrevam, critiquem, mas não enfartem ou tenham acessos de risos nervosos. Obrigado!

!!Top Five Grunge ou quase isso!! Por Rod Castro!

28 de jul de 2009

Houve um tempo, praticamente 6 anos, que a vida de um roqueiro atualizado se resumia a ouvir pelo menos uma vez ao dia alguma canção ou algum disco dos garotos mal vestidos e de som sujo saídos de um local que a maioria só conhecia graças às transmissões de basquete da NBA na Bandeirantes, a boa e velha Seattle.

Tem nêgo que até hoje afirma que sem Kurt Cobain, Eddie Vedder, Chris Cornell e companhia, o rock teria sumido de vez da face da Terra, mas quem é roqueiro de verdade e cultiva o hábito de ouvir música acima do número 8 do volume do seu aparelho, sabe que essa história de sumiço ronda a categoria faz tempo, mas não se realiza de verdade.

Sim, o movimento foi importante. Não, as melhores bandas saídas de lá não tiveram a mesma repercurção que o fenômeno Nirvana e seu Nevermind, mas muito cara com mais de 28 anos que ouvia rádio e um dia pensou realmente em ter sua banda, já balançou a cabeleira e se vestiu com blusas flanela e bermudão – pode negar hoje em dia, mas cantava e muito Come As You Are e outras.

Para que você relembre os bons momentos do melhor movimento musical, dentro do rock, a “salvar” a década de 90, ou até mesmo para você descobrir porque aquele seu tio na casa dos trinta ainda curte rock, aqui vai o Top Five das melhores bandas que seguiam o estilo grunge de ser – e vai ter gente que vai reclamar…

5 – Nirvana
Praticamente o único power trio da geração – a formação ideal para muitos que apreciam uma boa paulada – compôs a canção mais representativa da geração (Smells Like Teen Spirit), teve o disco, que mais vendeu e rendeu ao estilo grunge o seu primeiro ídolo morto, Kurt Cobain.

3 Músicas Para Por No Repeat, cause?
A já citada “Smells” do disco Nevermind: que realmente ainda faz a cabeça de muita gente, nova ou velha, mas que enjôo depois de tanto tocar em tudo que é lugar.

“Come As You Are” do disco Nevermind: infelizmente não alcançou o mesmo patamar que a anterior, mas sempre foi lembrada por ser mais pesada e ter uma marcante linha de baixo.

“Heart Shaped Box” do disco Inutero: pesada, bem cantada e uma das letras mais interessantes da banda. Dona de um riff, gritada junto com vocal, que até hoje intessifica a raiva de quem a ouve.

Obra-prima:
Nevermind – indispensável para todas as discotecas no planeta e dona de uma capa iconica. Sucesso de público e crítica, um dos famosos discos para a eternidade.

E com tudo isso, como tá em quinto?
Depois de fazer um dos melhores, talvez o mehor disco de sua geração, Kurt se deu mal ao casar com Courtney Love e levar para a sua parte artística todas as frustrações de um amor mal resolvido, resultado: suicídio, uma viúva rica e um baterista polivalente que acabou formando uma boa banda de rock.

4 – Pearl Jam
A banda de Eddie Vedder foi a primeira a fazer grande sucesso pela face da Terra. Grande parte desse potencial vinha de sua constante comunicação com o público via videoclipes. De uns anos para cá – uma das poucas ainda em atividade – vem cada vez mais perdendo sua força criativa e talvez até potencial sonoro – são os tempos de velhice, ou aquele bom som ficou preso no tempo?

3 Músicas Para por No Repeat, cause?
“Even Flow” do disco Ten: mesmo tendo o seu riff tirado de uma música do Jimi Hendrix, a originalidade do som não se perde e ganha força com as subidas de tom de Eddie Vedder, clássica.

“Leash” do disco Vs.: todo o saudosismo de tempos da juventude tão bem usados no primeiro disco ganham seu hino numa música que podia ter sido realizada por qualquer boa banda dos anos 70, talvez o melhor vocal gritado de Eddie.

“Do The Evolution” do disco Yield: uma paulada direta do melhor disco da banda, talvez a composição que sempre fará alguém realizar um solo de guitarra imaginário ao som do Pearl, ou fazer uma pessoa uivar como Vedder.

Obra-Prima:
Ten foi o princípio. Vs. a possibilidade. Vitalogy um caminho. No Code a experiência. Yield é a perfeição. Apesar de ser execrado pela crítica e praticamente ignorado pelos fãs por boa parte da parada Americana estar dominada por outras influências musicais, este é o melhor trabalho feito pela banda e merece ser ouvido com atenção, discão.

E com tudo isso, como tá em quarto?
Simples, o Pearl Jam parou artisticamente após o seu melhor disco. Os demais e os que são lançados hoje em dia não possuem mais a força e a vontade de antigamente, uma pena, eles podiam ser o novo Creedence Clearwater Revival.

3 – Stone Temple Pilots
Já sei que uma hora dessas os puristas devem estar torcendo seus narizes e afirmando que o Stone não deveria pertencer a lista já que não era de Seattle, mas a lista se dedica falar das melhores bandas grunge e é impossível não citar esse quarteto que emulava Led Zeppelin e criava belas canções ao mesmo tempo em que bombardeava com petardos avassaladores. STP tinha que estar aqui, acredite! Ah, é uma das poucas que ainda produz algo hoje em dia.

3 Músicas Para por No Repeat, cause?
“Plush” do disco Core: não há uma obrigatoriedade para esta canção ser a primeira a ser citada, ao contrário, “Plush” é daquelas músicas que não enjoam e ficam melhor com cada ano passado, há camadas para serem descobertas.

“Vasoline” do disco Purple: o riff mais gostoso de se ouvir da banda, dona de um solo perfeito, experimentação na percursão, um vocalista simplista, mas preciso e rápida e apoteótica como uma boa canção de rock deve ser, deixando aquele gosto de “toca de novo” no ouvinte.

“Trippin ´On A Hole In A Papper Heart” do disco Tiny Music… Songs From The Vatican Giftshop: rock & roll de primeiro nível e com tudo no seu devido lugar. Talvez a música menos conhecida das três citadas, mas a mais próxima da perfeição dentre todas.

Obra-prima:
Começar com um disco arrebatador – Core. Arrebentar os padrões do estilo de se fazer música no segundo e premiado disco – Purple. Esse dois passos, largos, fez com que o Stone alcançasse rapidamente o seu ápice artístico e sonoro, com o obrigatório Tiny Music. O CD é bom do início ao fim e retrata toda a capacidade do quarteto, que fez mais dois discos depois dele e acabou se separando.

E com tudo isso, como tá em terceiro?
Pergunte para o Scott Weilland, vocal da banda. Além de um grande vocalista, talvez esse cara seja o mais perfeito panaca para se meter em encrencas que prejudicam não só seu desempenho como a carreira da sua banda.

Entre as idas e vindas da cadeia, Weilland fez dois discos solos e engatou uma parceria com os ex-membros do Guns (Velvet Revolver), ao mesmo tempo os irmão De Leo (baixo e guitarra) tentaram resgatar o Stone com outro nome e depois se uniram ao vocal do Filter numa banda interessante (Army Of Anyone), mas que morreu em seu primeiro disco. Resumindo: a inconstância derruba o templo de pedra dos pilotos.

2 – Soundgarden
Coloque em um grande caldeirão as melhores influências do rock setentista – como Balck Sabbath, Led Zeppelin e Stepenwolf – adicione guitarras no volume 9, uma cozinha hiper pesada e talvez um dos melhores vocalistas da sua geração. Pronto, leve ao forno e garanta excelentes CDs. Esse era o Soundgarden, banda até hoje não tão lembrada pelos fãs da época, mas que deixou saudades.

3 Músicas Para por No Repeat, cause?
“Outshined” do primeiro disco Badmotorfinger: praticamente uma canção do Black Sabbath só que cantada por um vocalista diferente e que uivava em notas difíceis de se alcançar. Repleta de variações interessantes, essa era a música que os fãs do movimento que queriam peso mais gostavam de ouvir no Top 10 EUA da MTV.

“Black Hole Sun” do segundo disco Superunknow: mais lembrada pelo seu vídeo clipe vanguardista – em que as pessoas tinham suas caras esticadas – essa era a confirmação do estilo Sound de se fazer boas músicas: eles faziam parte do movimento, mas tinham muito mais a oferecer e talvez estivessem realmente deslocados no tempo. Clássica.

“The Day I Try To Live” também de Superunknow: não se engane com a calma inicial, nem com as palavras bem cantadas por Cornell, a pancada está guardada com direito a gritos e pegadas de guitarra sensacionais. Ah, por ser do Soundgarden tenha certeza, há variações espalhadas pela canção para não ficar chata ou enjoativa.

Obra-prima:
Sim, Badmotorfinger era aquela maçã mais vermelha da maciera que gerou os frutos grunge.

Mas o melhor estava reservado para o surpreendente e avassalador Superunknow – que tive em minhas mãos e não comprei imediatamente, mas imploro a você que compre – que soa a cada faixa mais que diferente dos demais, é o canto mais firme de uma época.

Depois dele a banda ainda faria o bom “Down On The Upside”, mas já dava dicas de que o fim estava próximo.

E com tudo isso, como tá em segundo?
Ao mesmo tempo que o Soundgarden, de maneira diferente dos demais – nada de escândalos ou entrevistas com seus membros drogados – ia percorrendo sua carreira, o seu vocalista almejava algo que não incluia seus demais companheiros. Assim a banda foi se arrastando para o fim e a distância entre todos era notável nos clipes e talvez até mesmo no som da banda – algo que dava mais um charme às composições, acredite. A banda encerrou as atividade entre 97/98 e deixou milhares de fãs orfãos. E não me venha falar de Audioslave, Soundgarden como o som do jardin, só o original – que segundo Chris tem uma grande possibilidade de voltar, espero que sim.

1 – Alice In Chains
Se o Sound era a banda mais diferenciada por ter seu som baseado inteiramente na mistureba de boas referências o que dizer do Alice In Chains? Uma coisa realmente certa: tinha o vocalista com a voz mais diferente daquele rouco que permeava o estilo, tinha um sensacional guitarrista e com certeza tinha o som mais pesado de todas. Todos os seus discos são no mínimo bons e ainda fez boas músicas para trilhas sonoras e ocasiões especiais.

3 Músicas Para por No Repeat, cause?
Aqui não dá para fazer com três, sem sacanagem. Já foi uma dificuldade imensa no Sound e no Stone, acredite, então por ser o primeirão, abriremos uma exceção e aqui rola um 10 músicas, certo?

“Man In The Box” do primeiro disco Facelift: uma guitarra “enchadada”, uma batida compassada e um vocal berrado como se fosse a segunda guitarra da banda. Inicialmente seria somente isso, mas ela evolui para um refrão grudento com vocal duelado e baixo compassado. Fundamental para lembrar o peso que o grunge também oferecia aos seus apreciadores.

“Sea Of Sorrow” de Facelift: peso, piano, vocais duplos, cozinha apurada e rocão como das antigas em uma só canção. Tudo bem posto e totalmente diferente do que as bandas queriam em seu vídeo clipe: imagens ensaiadas de seus componentes e ar de revoltadinhos. Afinal era o Alice.

“Them Bones” do segundo e prefeito disco Dirt: enquanto a maioria das bandas de seu movimento tentavam em sua primeira música algo que soasse como um hit, o Alice arrebentava tímpanos – e assustava empregadas crentes - com a primeira faixa do seu segundo e tão esperado CD.

“Rooster” também de Dirt: praticamente uma música composta para algum filme de faraoeste. Nela acompanhamos as lembranças de um veterano de alguma guerra ou local em que as armas eram realmente necessárias, revisitando sua biografia ou convivendo com seus fantasmas. Arrepiante.

“Angry Chair” do já citado Dirt: cavernosamente aterrorizante – e quando era tocada com imagens, como no clipe, mais tenebrosa ficava – essa canção possui a parede de guitarras mais conhecida da banda e talvez tenha o melhor solo, curto é verdade, da carreira de Cantrell, o melhor guitar hero de sua época.

“Would?” já te falei de Dirt?: na verdade essa canção foi composta para o filme de Cameron Crowe, Vida de Solteiro, que ratratava a Seattle de quando todas essas bandas surgiram para o mundo. Mas acabou entrando como encerramento do melhor disco da banda. Caso alguém me pedisse uma música que representasse tudo o que o Alice foi, seria essa.

"What The Hell Have I?” da trilha Sonora do filmeco Ùltimo Herói Americano: em um CD repleto de boas bandas de rock, o Alice se saiu melhor que a encomenda, produzindo uma de suas músicas mais pesadas, densas e ao mesmo tempo um rock hit. Merece um repeat quase infinito.

“No Excuses” do terceiro disco Jar Of Flies: uma balada cantada em duas vozes – sendo que o destaque no refrão é cantado pelo guitarrista – mas que de tão suave – mesmo com o solo que só Cantrell fazia – deu um toque especial ao disco de músicas "acústicas" - feito antes do derradeiro MTV Unplugged.

“Again” do quarto e último disco, Alice In Chains, mais conhecido como o “Do Cachorro”: uma paulada como só o AIC podia fazer – ou se arriscava a fazer? – com parede de guitarras, vocais cheios de “annnnnnn”, “Uh” e “Yeah”, bateria e baixos pesados e final abruptamente interrompido.

“Heaven Beside You” do quarto e último disco “Do Cachorro”: tranquila e seguindo o mesmo estilo da já citada “No Excuses” – violão e duelo de vozes contrastantes - a dupla de compositores, a melhor de sua geração?, do Alice rendem o seu melhor numa canção para se ouvir, cantar e até mesmo pensar em sua letra.

Obra-prima:
Infelizmente “Dirt” não teve a atenção merecida quando ganhou as prateleiras das lojas de CDs. Mesmo com um ou dois anos de venda, a banda não recebeu os louros de ter feito um discão, pelo menos não com a crítica, mas os fãs sabiam que aquele segundo disco era a concretização do estilo hard de se fazer grunge. “Dirt” não é perfeito, mas talvez seja o único disco do movimento com o maior número de boas canções e merece lugar de destaque na sua discoteca.

E com tudo isso, como a banda não existe mais?
O Alice é mais um caso, entre tantos, que o vocalista – Layne Staley – se envolveu de tal forma com drogas que não só se destruiu, como levou a banda com ele. Quando Staley foi encontrado vítima de uma overdose de heroína – em abril de 2002 - a banda praticamente encerrou suas atividades, mas está se reorganizando para uma volta. Agora é esperar para crer.

!!Quadrinhos para se ter na estante: Big Guy & Rusty Boy!! Por Rod Castro!

21 de jul de 2009

Há muito tempo, muito mesmo, esperava por os olhos na versão nacional desse quadrinhos escrito pelo – na época – excelente Frank Miller com colaboração nos desenhos do espetacular Geoff Darrow.

Big Guy & Rusty Boy foi tão elogiado quando lançado, que dezenas de publicações especializadas em quadrinhos cobravam mais e mais aventuras descompromissadas da dupla de robôs/agentes criados pelo celebro insano e vanguardista de Frank Miller.

Mas o que solidificava o gibi como uma verdadeira experiência acima da média das revistas, digamos que menos sérias, era a arte – ele consegue fazer trabalhos além dos desenhos e sem querer ofender os bons desenhistas espalhados pelo mundo ou que põem os olhos aqui no blog - de um dos mais louco desenhista dos anos 90: Darrow.

Sabe aqueles cenários que mostravam os campos de “semear pessoas” de Matrix – cheios de detalhes acachapantes? Criação do senhor Darrow, sujeito magro, carequinha e estilo sóbrio que faz você até mesmo duvidar que é dele aquele traço único e que faz o leitor não somente ler uma história, mas viver uma experiência em quadrinhos.

Enfim. São com esses três paragráfos de elogios sinceros ao trabalho dessas duas feras que digo a você: compre, empreste, roube, enfim dê o seu jeito, mas tenha Big Guy & Rusty Boy. Um dos poucos gibis voltados para crianças, mas raciocinados por adultos em sua fase gênios, que merece destaque na sua gibiteca.




A história: tão simples que parece boba. Apõs uma frustrada experiência em um laboratório, cientistas acabam gerando uma espécie de monstro que absorve tudo que toca ou confronta, ele escapa do prédio e toma conta das ruas de uma Tóquio – obviamente - rica em detalhes loucos.

Sem controle da situação, o governo japonês acaba recorrendo ao seu mais novo invento para contenção de situações estapafurdias: o andróide miniatura Rusty Boy, que tenta em vão vencer o monstro. É nesse momento que o governo Americano – que sempre ajudou o japonês, né? (Hiroshima e Nagasaki são testemunhas ou sobreviventes desse fato?) acaba por enviar sua mais potente máquina de combate, o gigantesco Big Guy.

Falar mais e como os dois parceiros resolverão esse incidente é estragar a sua diversão. Por isso nem pense, ao passar pela Saraiva daqui de Manaus ou visitar os sites de livrarias especializadas em gibi, adquira imediatamente seu exemplar lançado recentemente pela Devir.

Obrigatório, nota 8,5 – mas admito que era quase 9,0 – se tivesse mais umas duas histórias da série levava o 9!

O Lutador de Darren Aronofsky… ou o 1o. Round da volta de Mickey Rourke!! Por Rod Castro

17 de jul de 2009

Apostar numa virada talvez seja mais complicado do que seguir em frente mesmo com uma carreira em franca decadência. Sei que depois de você ter lido o que já escrevi sobre a vida de Mickey Rourke deve pensar que eu esteja falando dele, mas falo de seu personagem em o Lutador, Randy “O Cordeiro” Robinson.

Os tempos de glória de “Ram” são mostrados nos créditos do filme através de um quadro de recados repleto de cartazes e ingressos afixados que transmitem a ideia de que aquele cara fortão já foi um grande ídolo do seu esporte, o teatro em tablado, a Luta Livre. A locução arremata a sensação de que aquilo passou quando chega a narração de sua luta mais importante com seu pior rival, que aconteceu em 1989 – 20 anos atrás.

A partir dessa introdução, teremos praticamente 15 minutos de imagens gravadas com câmera de mão – a primeira grande sacada de Aronofsky, que com esse recurso nos diz: essa era já foi, agora a só temos a dura realidade – e sempre posicionada nas costas de Ram, um homem acabado por mais uma apresentação para fãs do passado e que hoje carrega nos ombros suas frustrações – não tem dinheiro nem para pagar seu aluguel – e as centenas de contusões que a carreira, que perdura com muitas penas, acarretou.

É com esse semblante de “deslocado no tempo” que acompanharemos os derradeiros momentos finais de uma lenda – sim o fim está próximo para o “cordeiro” e por isso ele sofrerá muito. O momento que acompanhamos da vida de Ram é o pior possível: não tem mais forças para apresentações com os novos astros, seu marketing ficou preso a uma era em que se jogava videogame nos consoles de Nintendo e o seu maior contato com os fãs é realizado em galpões com outros veteranos tão destruídos fisicamente (e mentalmente?) quanto ele.

Aliás, aqui uma dica para quem assistir ao filme: prepare-se para muitas, muitas mesmo, cenas marcantes e emocionantes, como: o encontro do personagem central e sua filha (abandonada) e seus vários diálogos com a única mulher com quem se relaciona sem pudores e com certa alegria (uma dançarina de bar interpretada com maestria por Marisa Tomei).

Mas nada se compara com as três cenas mais pesadas do ano em um filme, praticamente uma sequência de golpes desferidos abaixo da linha da cintura: o primeiro dia como atendente da delicatesse (em que ouvimos os gritos dos fãs ao fundo enquanto ele se prepara para chegar ao ambiente de trabalho); a destruidora luta sem limites com um adversário (que trará consequências avasaladoras para sua vida) e o momento final em que ele se entrega de braços abertos, assim como outro cordeiro, ao seu verdadeiro destino.

Muitos falam que o filme não ganhou a força que deveria ter graças a biografia de seu ator principal – a história traçaria um paralelo tão forte com a vida de Rourke que traria confusão para quem o assiste – mas discordo muito. O Lutador é a batalha da vida de um homem que já foi adorado, já teve seus fiéis seguidores e que de forma arrebatadora leva os espectadores – que também adoram outras figuras públicas – ao nocaute.

Talvez este filme de Darren Aronofsky – injustamente ignorado por várias premiações – seja o mais bonito a passar nas telas dos cinemas dos últimos anos, senão o for, com certeza o melhor trabalho de Rourke em toda a sua carreira. Filmão nota 10.

Mickey, O Lutador.

15 de jul de 2009


Houve um tempo em que Mickey Rourke roubava o ar das mulheres nos cinemas e nos quartos, quando elas assistiam aos seus filmes em VHS – é, a sua fama foi antes do DVD. Esse tempo deu espaço para o: “Poxa, porque ele tá fazendo isso?” também dito por essas mesmas mulheres que viram suas poucas lutas de boxes e testemunhavam seu rosto ser arrebentado soco após soco por seus adversários.

Em seguida, após o fim da carreira de boxer e a retomada aos filmes, a reação das fãs foi: “minha nossa, como ele tá horrível, desfigurado!”. O mais louco dessas afirmações é que nenhuma delas tocava em algo realmente importante para o ícone Rourke: seu talento estava acima daquele rosto bonito – na verdade ele tinha mais charme do que um belo rosto – ou daquela face recém saída da maquiagem do belo filme Marcas do Destino.

Mickey foi um dos poucos bons atores a surgirem no início dos anos oitenta. Não estou falando que não existam outros bons, sim eles realmente estão aí, mas assim como Sean Penn, Rourke já começou bem – roubou a cena na quente homenagem ao cinema noir, Corpos Ardentes.

E depois foi convidado a fazer papéis importantes e principais, como seu trabalho visceral e simplista no subestimado Selvagem da Motocicleta (de Francis Ford Coppola) ou o seu ápice artístico, em outro filme que emula o cinema detetivesco praticado nos anos 40 e 50, no também subestimado, Coração Satânico, ao lado de outro monstro na tela: o camaleão Robert DeNiro.

Daí pra frente o barco começou a dar água. Primeiro foi erótico Nove Semanas e Meia de Amor, que acabou dando a guinada errada na carreira do ator (deixou de ser comparado com os grandes astros para ser rotulado como galã) e o pecaminoso e deprimente Bar Fly, em que vários bêbados se reuniam para afogar suas mágoas – que teve repercurção ínfima e público menor ainda.

Após a carreira de boxer o ex-astro tentou sem sucesso a sua volta. Foi nocauteado em poucos rounds até que os amigos Sylvester Stallone e Sean Penn o convidaram para pequenos papéis em seus filmes: O Implacável e o subestimado A Promessa.

O ensaio da sua volta foi planejado pelo nerd Robert Rodriguez que primeiramente lhe deu um pequeno papel de destaque na brincadeira rodada toda em câmera digital, Era Uma Vez No México. E em seguida lhe trouxe aos holofotes com o papel principal da adaptação dos quadrinhos de Frank Miller, no papel do desfigurado e enlouquecido (lembra quem?) Marv de Sin City.

Outro importante diretor que contribuiu para que o público recebesse com carinho, o já velho, Rourke foi Tony Scott, irmão mais velho e menos famoso de Ridley. Dele vieram dois convites, um pequeno em Chamas da Vingança e outro maior e de destaque no interessante e talvez até original Domino.

Mas nenhum papel até hoje feito pelo quase senssentão Rourke o fez mostrar toda a sua capacidade dramática quanto o que lhe foi oferecido em 2007 por Darren Aronofsky: o de um lutador que já deveria ter se aposentado, mas que trava uma verdadeira batalha contra a idade e os excessos de uma vida desregrada, o emblemático Randy “The Ram” Robinson.

!!Além de bom diretor, ele pega a Rachel Weisz, ou: Darren Aronofsky o pensamento por trás de O Lutador!! Por Rod Castro!

Darren Aronofsky é um dos poucos diretores que aposta em amarras soltas na sua condução, explicando: ele não deseja passar uma origem real para os seus personagens, utiliza-se do tempo de forma multifacetada e é quase impossível que seus filmes tenham um final palpável ou definido. Ele necessita da sua atenção e sua concentração para montar “a verdadeira” versão da obra.

Em seu primeiro trabalho, o surreal “Pi”, um matemático se utilizava da filosofia oriental para tentar chegar ao resultado final dessa constante matemática – aquela que se arrasta a partir de 3,14159265… até o infinito. Repleto de efeitos sonoros e atuações pertubadoras, este filme conceitual ganhou respeito mais tarde pela crítica e fãs após o diretor declarar que aquele na verdade era o seu trabalho de formação em cinema – que por sorte conseguiu distribuição nacional e internacional após ser inscrito em várias premiações.

Pi foi a afirmação de um talento nascente e que tinha mais a oferecer do que os vários “talentos” que recebiam total apoio dos grandes estúdios. Esse primeiro marcante trabalho deu ao jovem diretor Americano, de sobrenome difícil, a oportunidade de adaptar um polêmico romance de 1978, agora apoiado por um estúdio maior e com bons nomes no elenco, e que viria a ser a sua obra-prima: Réquiem Para Um Sonho.

Um retrato inicialmente empolgante e em seguida péssimista da vida de 4 personagens que de alguma forma se ligam – na verdade todos tem em comum a inteiração com o personagem do jovem drogado que decide ser traficante (Jared Leto em sua melhor performance até hoje).

Falar muito de Réquiem é estragar momentos que ficarão na sua memória durante muito tempo. O que se pode afirmar a partir desse filme é que é quase impossível que um bom ator ou um ator que deseja ser levado a sério ou se desprender de uma característica de seus trabalhos anteriores, não opte por trabalhar com Darren após assistir esse excelente filme. E Darren com certeza é o cara certo para arrancar atuações magistrais de seus atores, mesmo dos limitados.

O soco desferido por Réquiem acertou em cheio as premiações mundo afora e arrancou o ar de diversas pessoas que assistiam ao filme – um grande redator publicitário de Manaus sempre me afirma que esse é um dos filmes mais deprimentes que ele já assistiu, eu também acho. Era o golpe derradeiro de Darren em Hollywood, ele então voltaria ao primeiro passo e filmaria algo seu novamente, como em Pi, saiu de sua cabeça o subestimado Fonte da Vida.

Quase dois anos de desenvolvimento – um bom tempo de pré-produção. Atores contratados - Brad Pitt (lembra dele com barbona tipo colonizador?) e Cate Blanchett) - cenários gigantescos levantados, tudo pronto até que um furacão levou o sonho de Darren e pôs várias camadas de terra sobre a primeira parceria entre ele e Pitt.

Nesse tempo ele casou com a atriz Rachel Weisz, foi convidado a dirigir dois dos mais importantes projetos envolvendo quadrinhos no cinema – Batman Begins e Watchmen, chegou a desenvolver muita coisa sobre ambos, mas desistiu – e acabou retomando o projeto Fonte da Vida, mas agora com outros protagonistas: sua esposa e Hugh Jackman.

Em The Fountain ele se desfez de si mesmo: jogou fora a edição ritmada, os efeitos sonoros, se rendeu a contemplação das imagens, desfigurou seu estilo de mostrar ícones representativos e entregou seu trabalho mais difícil e totalmente espiritual. Um filme que ainda será descoberto pelos críticos do futuro e que pode ganhar mais atenção pelo público que está pondo seus virgens olhos no mais recente trabalho de Darren, o sensacional O Lutador.

!!Não se faz cinema bom como antigamente… ou peraí, cê tá indo pro cinema mesmo?!! Por rod Castro!


Hoje em dia quando ouço algum fã de cinema, com mais idade que eu, falar algo como: “não existem mais bons filmes como antigamente!” Acabo pensando em alguns nomes de diretores atuais, que veem fazendo significante diferença no cinema moderno.

A lista é comprida, passa por pessoas dos mais diferentes cantos do mundo, dos mais diferentes estilos de se fazer um bom filme e melhor: todos nomes novos e que privam por contar uma boa história, a parte gráfica, estilistica ou o que se chama de a assinatura do diretor, sempre fica em segundo plano.

O foco das suas atenções é fazer um filme que prenda as pessoas às cadeiras ou que as façam pensar um pouco mais quando saem das salas escuras e ganham os corredores iluminados – ou como costumo chamar essa passagem: quando elas voltam para a sua “infeliz e iluminada realidade”.

Entre esses competentes contadores de boas histórias, em grandes telas espalhadas pelo mundo, estão: o brasileiro Fernando Meirelles; o coreano Chan-wook Park; o francês Michel Gondry; os mexicanos Guillermo Del Toro, Alfonso Cuarón e Alejandro González Iñárritu; os ingleses Danny Boyle, Sam Mendes e Paul Greengrass; o chileno Alejandro Amenabar; e os americanos Quentin Tarantino, Christopher Nolan, Spike Jonze e Darren Aronofsky.

É impossível assistir a um trabalho desses bons nomes citados acima e não se satisfazer com o que é mostrado em cena. Citando somente suas obras-primas dá para se ter uma ideia do que eles são capazes e como suas mentes analisam a sétima das artes: Cidade De Deus, Old Boy, O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Espinha do Diabo, Filhos da Esperança, Trainspotting, Beleza Americana, Voo United 93, Mar Adentro, Kill Bill II, O Cavaleiro das Trevas, Quero Ser John Malkovich e Réquiem Para Um Sonho.

!!Gibis para ficarem na estante: Coringa!! por Rod Castro

13 de jul de 2009



Depois de muuuuuito tempo, eis que volto com algumas dicas de gibis que se encontram à venda na internet, na Saraiva ou em alguma banca próxima da sua casa – algo cada vez mais raro nas grandes cidades, pelo menos não como antigamente o era.

Coringa – De Brian Azzarello e Lee Bermejo (Panini Comics):

Brian Azzarrello produziu uma excelente série em quadrinhos que merece meu respeito e uma olhadinha sua: 100 Balas. Ao lado do argentino Eduardo Riso, o autor conta várias histórias de pessoas que são aboradadas por um agente misterioso – nem da CIA, nem do FBI – que cruza os seus caminhos com uma arma que não pode ter suas balas rastreadas.

Ou seja: você sofreu ao ver seu filho morto na mão de um bandido e está louco por vingança, mas não deseja ser preso? Sem problemas: o agente surge a sua frente, lhe entrega a arma e aquele bastardo some da existência, pelas suas mãos. 100 Balas já terminou nos EUA e no Brasil parece estar abandonada graças a falência da melhor editora de quadrinhos já surgidas nesses últimos anos, a Pixel Magazine.

Outro bom trabalho do carequinha que é marido da excelente artista Jill Thompson – trabalhou muitas vezes com o mestre Neil Gaiman – é a sua passagem pelo mais safado dos personagens já criados por Alan Moore, Constantine, na revista Hellblazer.

É com essa pecha de “original” que o cerca, que Azzarello aterrizou nas terras dos heróis. Dessa passagem saiu um trabalho interessante na série regular do Batman – com seu parceiro de 100 Balas nos desenhos (recomendo) – uma péssima sequência a frente da série regular do Superman - ao lado do desenhista mais popular dos quadrinhos, Jim Lee (corra desse lixo pelo amor de Deus) – e um trabalho menos popular e bem mais oportunista, já que o último filme do batman estabeleceu uma nova mística para o Coringa.

Assim chegamos a Coringa. Minissérie comandada por Azzarelo e desenhada pelo excelente capista Lee Bermejo. Azzarello tenta colher frutos em uma árvore já tantas vezes explorada dentro dos 70 anos de lenda do homem morcego: o Coringa foi liberado do Asilo Arkham – se você puder comprar Asilo Arkham, uma série dos anos 80/90 escrita por Grant Morrinson, você terá uma noção exata de como isso já foi melhor explorado – e ira transformar a cidade em um inferno.

É isso que você verá nessa história, por três pontos de vista diferentes: a dos adversários do Morcegão, a do próprio Coringa – deturpada de sua características habituais dos quadrinhos e bem mais próxima do que foi mostrado no filme em que Heath Ledger o encarnou - e a de um capanga recém lançado ao circo de crimes de Gothan.

Por essa diversidade de foco, a história acaba crescendo em partes importantes, mas empaca em momentos chave. O final pareceu mais bem resolvido do que o contexto, principalmente pelo fato de Batman aparecer com roupas do início de sua carreira, localizando o fã e inveterado comprador de quadrinhos em algum lugar em que realmente tudo aquilo poderia ocorrer e sob aqueles aspectos.

Enfim, se for comprar algo com a assinatura de Azzarello compre 100 Balas. Esse Coringa foi interessante, mas nada mais do que isso e pior: mamou na nova lenda criada pelo cinema, mas sem a mesma desenvoltura. Nota 6,5!