!!Barak Obama é o culpado do Oscar… ou: alguns filmes que assisti recentemente – parte 2!! por Rod Castro!

14 de abr de 2009

“Monstros Versus Alienigenas – 3D”: Como uma senhora tanto falou ao meu lado dentro do cinema “Meu Deus, isso é maravilhoso!”. O filme é uma palhaçada do nível de filmes pastelões e os quais sempre gostei de assistir, como “Aperte o Cinto que o Piloto Sumiu” e “Corra que a polícia Vem Aí”.

Resumo: em uma base secreta nos EUA, o governo e as forças armadas abrigam os maiores monstros que a humanidade já viu. Os tais monstros levam uma monótona vida até que os EUA, como sempre, são invadidos por um maquinário alienígena, que pretende, como sempre, dominar a Terra.

O roteiro não pode ser levado a sério e nem tem grandes sacadas, o grande lance do filme é o efeito em 3D: embasbacante. Diversão garantida e sem compromisso, mas que merece ser conferida no cinema e com os óculos gigantes. Filme: nota 6,5 + efeito: 8,5!

“O Visitante”: Um drama ou uma comédia? Não há necessidade de segmentar, há sim, de se viver uma história dos dias de hoje em que todos os problemas do mundo podem ser encontrado em qualquer esquina.

O filme é todo desenvolvido em cima da história de um senhor que já deve ter passado dos sessenta, viúvo, com filho distante e que não tem mais vontade de seguir sua profissão – um tabalho irretocável de Richard Jenkins, que concorreu esse ano ao Oscar de ator principal.

Ele praticamente vive sua biografia como se todos os dias fossem o último, talvez até torçesse por isso e tem uma necessidade crescente em aprender a tocar algum instrumento musical, inicialmente o piano – mesmo instrumento que sua falecida esposa tocava.

Por um acaso do destino, o veterano professor de Geografia, acaba saindo dessa vidinha e vai para Nova Iorque defender um artigo científico que nem ele escreveu – foi co-autor a pedido de uma amiga, que agora está grávida e não pode viajar. Na Big Apple ele descobre que seu apartamento foi “alugado” para dois imigrantes ilegais.

A história não muda muito de tom, mas trata de assuntos importantes, como as diferenças de raças, crenças e costumes. E retrata de forma convincente e até mesmo dura, como é que os EUA veem as demais raças dentro do seu território hoje em dia. Filme indicado para aqueles que acham que são ciadadãos do mundo – vai pros “istaites”, pra ver uma coisa. Nota 8,5.

“Rede de Mentiras”: O meu filme favorito de todos os tempos é “Blade Runner”. É a obra-prima de Ridley Scott, apesar dele ter dirigido outro excelente filme alguns anos antes, o aterrorizante “Alien, o Oitavo Passageiro”.

Nos anos 2000 o ingles, que fez carreira na publicidade australiana, foi responsável pela volta dos épicos (“Gladiador”) as grandes salas, caminhou pelo cinema descompromissado (o subestimado “Os Vigaristas” e “Um Bom Ano”), fez cinemão com mão errada (os sofríveis “Hannibal” e “A Cruzada”) e contou histórias baseadas em biografias que até renderam bons filmes (“Até o Limite da Honra”, o excelente “Falcão Negro em Perigo” e “O Gangster Americano”).

Nesse novo trabalho, ele se reune ao seu ator preferido (Russel Crowe) e conta uma história dos tempos atuais em que a paranóia está espalhada pelo mundo e quem é Americano jura que um dia ela vai chegar vestindo um colete de granadas e apertar a campainha da sua casa: um agente Americano infiltrado num país do oriente médio (o sempre bom Leonardo DiCaprio) está em uma ação especial para desmantelar uma rede terrorista.

É virada atrás de virada, mas sem perder o enfoque da trama, até o momento em que o agente de campo (DiCaprio) se envolve com uma nativa e acaba comprometendo toda a sua missão. Crowe arrebenta como o chefe de operação que passa quase o filme todo ao celular, mandando matar um, incriminar o outro enquanto deixa a filha no colégio ou ajuda o primogênito a fazer “pipi”.

Muito bom filme, com trama interessante e com cenas de ação e espionagens como os dos filmes das décadas de Guerra Fria. Nota 8,5 – a montagem merecia lembrança no Oscar desse ano.

“Queime Depois de Ler”: É incrível como Hollywood morde e assopra. Mais impressionante mesmo é pensar que esse típico filme dos irmãos Coen – comédia de humor negro, repleta de personagens originais – foi deixado de lado pela tal Academia de Cinema de Hollywood.

Pior ainda foi não terem lembrado de Brad Pitt como um personal training que parou seu visual no tempo em uma das suas melhores interpretações desde o louco de “Doze Macacos” ou o eterno Tyler Durden de o “Clube da Luta”.

O filme possui uma trama maluca em que um ex-agente da CIA (John Malkovich) após ser demitido, decide jogar aquilo no ventilador: faz um livro com suas memórias, mas o arquivo cai nas mãos de uma equipe de uma academia de ginástica – formada por Richard Jerkins, o já citado Pitt e Frances McDormand.

Daí pra frente é um jogo de “cão-caça-gato-que-quer-comer-rato” sem fim. É lógico que as situações são levadas ao extremo, até o momento em que os irmãos diretores decidem parar o joguinho, assim como o começaram: sem soluções. Engraçado como “Fargo” e mortal como “Onde os Fracos Não Têm Vez”, nota 8,5!