!! O Resto de 2008... ou: O Dia em Que a Terra Parou, Madagascar 2, Trovão Tropical e Bolt!! Por Rod Castro

29 de jan de 2009

Mais um ano se vai e outro começa, na mesma pilha de sempre, com tudo pra agora e repleto de filmes para ser conferidos. Tudo continua na mesma: os blockbusters continuam a estrear por aqui e uns poucos bons filmes que passam em telas do Brasil – na verdade entre RJ, SP E BH – aqui por essas bandas, apenas em DVD!

Para arrematar o ano que foi e o que inicia nada como um review rápido de alguns poucos filmes que vi no cinema recentemente, simbá?

“O Dia em Que a Terra Parou”: Joaquim Marinho – com o qual trabalho faz uma década – falou algo que eu já pensava: “O primeiro Dia em Que a Terra Parou já não era lá essas coisas!”.

A mais pura verdade, o filme virou a coqueluche daqueles tempos pelo incrível trabalho de marketing feito pela produtora, com comerciais intrigantes e uma dramatização impressionante e avassaladora, interpretada pelo gênio e logicamente genioso, Orson Welles em seu programa de rádio – quando pessoas enlouqueceram a pensar que realmente havia pousado um disco voador nos EUA.

Em resumo: o filme continua a mesma coisa. Frio, interpretações pífias – salvam-se o filho do Will Smith e Jeniffer Connely – um roteirozinho bobo e efeitos caprichados, nada diferente dos outros cem filmes que estréiam por ano vindo de Hollywood. Nota 5,0.

“Madagascar 2”: Você já ouviu a versão original de “A Little Conversation” de Elvis Presley? É sensacional. E a regravada e mixada para “Onze Homens e Um Segredo”, boa também certo?

Em “Madagascar 2” é o mesmo raciocínio acima: o que era bom, os personagens, a trilha e a computação gráfica, continuam incríveis e engraçadíssimos. A história difere um pouquinho e mostra um pouco de selvageria em vez de Manhattan.

Divertido, engraçado, impressionante – computação – e mais uma vez, uma boa aventura. Direto para a coleção de DVDs, nota 8,5!

“Trovão Tropical”: Acabei de ler a crítica feita por Rubens Ewald Filho, no site da Uol, e discordo plenamente do que ele fala desse filme engraçadíssimo, dirigido e estrelado por Ben Stiler.

O principal motivo que me faz gostar desse filme é que eu adoro filmes de guerra – Apocalipse Now está entre os 10 melhores filmes que já vi – o segundo me remete a uma daquelas frases de livros de auto-ajuda: ria de você mesmo.

E do principio ao fim do filme você ri e muito do segmento Guerra, da indústria do cinema e seus astros e se bobear de você mesmo que adora aquilo tudo. Destaque para Tom Cruise que arrebenta como empresário bruto e Robert Downey Jr. que faz um dos papéis mais marcantes e engraçados de toda a sua carreira.

Nota 8,5 – poderia ser 9 se Jack Black fosse mais bem aproveitado.

“Bolt”: Não tão diferente de Madagascar, mas bem próximo de Os Incríveis. Essa seria uma boa forma de definir esse novo experimento da Disney com computação gráfica sem passar pelo estúdio da Pixar – mas que fique claro que hoje o presidente da Disney é o mesmo que foi recentemente o presidente da Pixar.

Mas Bolt é mais uma prova de que os filmes para crianças de hoje em dia, não são tão infantis como os de 30 anos atrás. As seqüências de ação – tanto as do seriado, quanto as das aventuras verdadeiras do cachorro que não sabe que é estrela de um programa de TV – foram tão bem elaboradas, as câmeras são impressionantes, quanto às de os Incríveis.

E se falarmos de personagens coadjuvantes que roubam a cena, seriam muitos. Comparando com Madagascar: saem os pingüins – sempre sensacionais – e entram os pombos paulistas, saem as Lêmures ensandecidas e entra um rato perturbado. Excelente filme, pra estar na estante ao lado dos já citados, Os Incríveis: nota 9,0!

!!Mais vale um balão mágico na terra, que uma Xerox mal batida da rainha, ou: os Ks do rock!! Por Rod Castro

22 de jan de 2009

Se me entregassem um questionário que o título fosse:

“Marque 10 bandas surgidas nesses anos 2000 que devem ser o futuro do rock:”

Com certeza três “Ks” estariam assinalados. Numa ordem de preferência e até mesmo de competência: o Kings Of Leon estaria em primeiro, o The Killers viria em segundo e por muito pouco o Keane ficaria em terceiro.

Mas com os recentes lançamentos de seus devidos discos, todos nesse ano que se foi, os “Ks”, tirando o primeiro, caíram de capacidade e até mesmo de originalidade. Falo isso com um certo pesar, pra não dizer espanto.

Em seu novo disco, os “futuros Radiohead”, o Keane, tornaram-se mais alegres e até mesmo bobos. Será que bateu aquele questionamento, como: rapaz a gente sempre faz mais música triste que alegre, nossas letras são mais reflexivas que felizes, será que ninguém se mata qualquer dia desses ouvindo um dos nossos discos?

Se o mantra usado para esse novo trabalho foi mesmo soar mais solto e contente com a vida, o resultado não foi dos melhores. “Perfect Symmetry” parece uma mistura de U2 com Balão Mágico. Fraco na estrutura, fraco nas composições e tão, mais tão, cru em seus arranjos que parece que a banda tava fazendo o disco por fazer.

É claro que ainda tem seus bons momentos, como “Black Burning Heart”, “Again and Again”, “You Don’t See Me”, “You Haven’t Told Me Anything” e “The Lovers Are Losing”. E somente dois momentos como só o Keane pode soar: “Better Than This” e “Spiralling”. Mas é só. Nota 6,5

Já o caso do Killers é bem pior. Muito pior. Se um dia do ano de 2004, quando a banda me foi apresentada pelo meu chapa Roberto Sadovski – editor da revista SET – parecia que a salvação do novo rock estava passando pelos meus ouvidos, ao apertar o play em “Hot Fuss”, com esse novo trabalho a banda de Las Vegas soa parecido com tudo, menos com eles mesmos.

Já na primeira faixa, “Losing Touch”, Brandon Flowers (vocal e letrista) parece fazer uma previsão quanto ao álbum ao dizer que ele tem o toque do perdedor – mas não tinha, pelo contrário. A banda destoa de tudo o que já fez e emula Queen com Alphaville (“Human” e “Neon Tiger”), desce pro Caribe (“Joyride”), passa por Harry Belafonte (“This Is Your Life” e “I Can’t Stay”).

A banda tenta se equilibrar com um roquinho que parece com outros fracos que eles fizeram em discos anteriores (“Spaceman” e “The World We Live In”) e comete apenas duas músicas para um futuro Best Of: “A Dustland Fairytale” e “Goodnight, Travel Well” – isso sim é Killers, p*##@!! Nota 4,5.

E antes de ir, uma constatação: se o Killers tivesse colocado duas canções, que acabaram se tornando lado B, “A Cripping Blow” e “Forget About What I Said”, no lugar desses lixo que descrevi anteriormente, a nota seria 7,0.

!!O Top 10 dos filmes de 2008!! por Rod Castro

15 de jan de 2009

Seguindo com a lista, mas agora o Top 10, confira:




10 – “30 Dias de Noite”: Adaptar um personagem para o cinema, além de ter se tornado um segmento, é relativamente fácil. São 30, 50, as vezes até 70 anos de histórias que vão te abastecer por muito tempo em tela grande. Mas como fazer com uma obra fechada de quadrinhos, que mistura realidade, vampiros e terror no seu mais alto grau? David Slade – mesmo diretor do subestimado “Meninamá.com” – mostra. Não é só o sangue que toma conta da tela, o medo e angustia também. Perfeito.






09 – “Não Estou Lá”: Ao contrário do que muitos pensam Bob Dylan nunca foi popular. Ele é conhecido , assim como suas letras, mas ele, como artista, sempre preferiu viver no mainstream, com personalidade multifacetada. O diretor Todd Haynes – o mesmo do já clássico/Cult “Velvet Goldmine” – percebe essa característica de seu biografado e o transforma em vários personagens, interpretados por atores diferentes, e produz um dos melhores filmes do ano.








08 – “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”: Logo em seu segundo trabalho, o diretor Neo Zelandês Andrew Dominik, fez uma das mais belas homenagens ao estilo clássico de se contar uma história, que mais uma vez “mama” em um clássico filme de faroeste: “O Assassinato de Jesse James”. Com certeza o filme com uma das melhores fotografias do ano, sem contar o duelo entre os atores principais que arrebentam: Brad Pitt e Casey Affleck.








07 – “Desejo e Reparação”: Assim como desmistificou e até mesmo deu uma nova roupagem aos filmes de época, logo em seu primeiro trabalho (“Orgulho e Preconceito”), o diretor Joe Wright conduz um dos melhores enredos do ano com pulso e delicadeza. Filme completo: boas atuações, direção de arte e fotografia de se tirar o chapéu, elenco afiado, um dos melhores plano-seqüência da história recente do cinema e a trilha sonora mais bem pensada do ano.






06 – “Onde os Fracos Não Têm Vez”: Por muito pouco o filme que mais ganhou prêmios esse ano e que foi a redenção de Hollywood ao estilo Coen de se fazer filmes, não pára entre os 05 melhores do ano. Mas isso não o desacredita. Filmão, com um dos melhores personagens pensados para o sempre excelente Javier Bardem e mais um a fazer homenagens ao estilo “Bang, Bang” de se contar uma história, onde os que são fracos, não têm vez.






05 – “Across The Universe”: Como fazer um filme que fale de um dos maiores ícones pop de todos os tempos? Como encaixar músicas que já fazem parte do inconsciente coletivo até mesmo dos marcianos? O desafio (?) de se fazer um musical com músicas dos Beatles se transformou em um dos melhores tributos, musicais e filme de arte do ano. No mínimo fabuloso, como os 4 foram. Para ter na estante.







04 – “Vermelho como o Céu”: Em 2008, você chorou? Eu sim e que eu me lembre, praticamente duas vezes: ao saber que meu filho havia nascido e ao assistir ao excelente “Vermelho como o Céu”. Uma tocante história de um garotinho italiano que amava o cinema e que sofre um acidente e fica cego. Como ele, e seus amigos de colégio, “vê” o mundo é uma das homenagens mais lindas que o cinema já recebeu. Obrigatório.









03 – “Wall-e”: Assistindo a transmissão do Globo de Ouro, no último domingo, acho que Rubens Ewald Filho deu uma dentro ao definir esse filme como um “2001, uma odisséia no espaço” das animações. Tirando o referencial gráfico da nave e quem Wall-e, sua companheira e o resto da humanidade vão parar, a importância desse filme para animação mundial está realmente equiparada ao clássico espacial pensado pelo mestre Stanley Kubrick. Clássico.








02 – “Batman, O Cavaleiro das Trevas”: Surpreso da melhor adaptação de quadrinhos já feita esta em segundo lugar? Não fique. Não há nada que comprometa o que aqui foi feito por Chris Nolan e sua equipe. As comparações com clássicos irretocáveis, como “O Poderoso Chefão II” – principalmente pela angustia presente em cena e que possui nome: o Coringa – não são exageradas e sim, Ledger teve todo o respeito com o personagem e com os fãs ao mostrar do que era e sempre foi capaz de fazer. Outro Clássico Instantâneo.







01 – “Sangue Negro”: Se o novo filme do morcego está para o novo cinema, como a continuação do clássico de Mario Puzzo e Francis Ford Coppola, pode ter certeza que essa obra-prima de Paul Thomas Anderson (mesmo diretor dos eternos subestimados “Boogie Nights” e “Magnólia”) - é o novo “Cidadão Kane” do novo cinema americano. E se em “Cavaleiro das Trevas” Ledger eclipsa quem aparece a sua frente, o que falar de Daniel Day-Lewis em mais uma “incorporação”? O melhor do ano.



E na semana que vem sai a lista das "20 Meiores" músicas que ouvi esse ano!

!!A lista dos melhores filmes de 2008, parte 01!! por Rod Castro!

14 de jan de 2009

Cada ano que passa, acabo cada vez mais gostando dos clássicos do cinema mundial – esqueça aquele lance de só os americanos fazem o que presta, isso é balela – mas daí a ignorar a nova leva de bons filmes, alguns até mesmo excelentes, é ser bobo ou bancar o bobo.

E como Forrest falava que “idiota é quem faz idiotice”, não serei um e preparei minha lista dos melhores filmes que assisti esse ano de 2008. Lógico que houve decepções – ou decepticons? – e alguns filmes, principalmente aquele que você adorou e que eu não vi ou não gostei tanto assim, que fará falta a essa lista, mas listas são assim: o gosto pessoal ultrapassa algumas qualidades.

Sem mais blá,blá,blá e vamos ao que interessa? Esse ano serão os 20 mais! Confira:

20 – “Kung Fu Panda”: Sei que você já deve estar imaginando que só há animação por aqui, mas não é o caso de apenas se gostar de um estilo de cinema, mas sim de assinar embaixo de uma boa história, com boas cenas construídas. E aqui em “KungFu Panda” temos uma das melhores seqüências de ação do ano: a fuga de Tai Lung da prisão.




19 – “A Maldição da Flor Dourada”: Desde que o “Tigre e o Dragão” tomou conta das salas de cinema do mundo inteiro – e sem ignorar Bruce Lee e os trabalhos de John Woo – o cinema chinês voltou com tudo. Mas assim como o já citado “Tigre e o Dragão”, “O Clã das Adagas Voadoras” e “Herói”, os olhinhos puxados conseguiram imprimir sua qualidade gráfica em cenas avassaladoras de ação, que ficaram mais belas, como todo esse “A maldição da Flor Dourada”.



18 - “O Homem de Ferro”: Até agora só falaremos de ondas, primeiro foram das animações que não são mais feitas apenas para as crianças, depois o moderno cinema chinês e agora chegamos a outra: adaptações de quadrinhos. “Homem de Ferro” é uma boa adaptação, com momentos interessantíssimos e com um interprete perfeito. Só não está umas 5 posições acima por dois motivos: acho o início da trama muito parecida com “Batman Begins” e o encerramento do filme não foi tão bom quanto poderia ser.



17 – “Sicko”: Michael Moore é o contestador que deu um novo gás no estilo documental de se fazer filme. Nessa nova desmistificação do “American Way Of Life” o gordinho barbado desce a lenha no sistema privado de saúde americano. O final do filme, com os voluntários que ajudaram no “11 de Setembro”, que ficaram com várias doenças e não contaram com ajuda do Governo indo se tratar de graça em Cuba é sensacional.



16 – “Trovão Tropical”: Para quem tem em sua coleção de DVDs clássicos da envergadura de “Apocalipse Now”, “Patton” e “Nascido para Matar” era de se esperar que eu ficasse angustiado ou puto com essa leitura do estilo de se filmar guerra no cinema, mas pelo contrário: “Trovão Tropical” arrancou gargalhadas e até mesmo uma boca arriada pela performance de Tom Cruise e Downey Jr.. Só não sobe umas três posições porque Jack Black estava no automático.

15 – “Quantum Of Solace”: Se a nova leitura mais realista do eterno agente da Rainha, em “Cassino Royale”, já era sensacional, o que dizer de sua continuação repleta de ação e mais cenas memoráveis? A vingança toma conta da tela com perseguições, tiros, socos, traições e explosões avassaladoras. E pensar que quem dirigiu a nova aventura foi Marc Forster de “O Caçador de Pipas”, “Mais Estranho Que a Ficção”, “A Passagem”, “Em Busca da Terra do Nunca” e “A Última Ceia”. O que será que acontece na próxima aventura?


14 – “O Incrível Hulk”: Esqueça o Hulk cerebral de Ang Lee. Esqueça as brigas internas durante a gravação dessa nova aventura. Esse é o Hulk de volta, complexo sim, mas brutal como sempre foi. Ed Norton, assim como Downey Jr., nasceu para fazer quadrinhos, além de fã do estilo, tem personalidade suficiente para transformar-se no personagem. Hulk realmente esmagou a crítica, os detratores e os pessimistas, muito boa adaptação.

13 – “Horton e o Mundo dos Quem”: Se em Grinch nós conhecíamos um personagem rabugento e mal humorado que era um sociopata em potencial – uma alucinante performance de Jim Carrey, no papel em que comecei a admirá-lo – nesse outro conto do Dr. Seuss, encontramos o engraçado e bobo elefante Horton - de novo Carrey - que descobre em um grão de poeira um novo mundo e seus habitantes. Lindo filme.


12 – “Os Indomáveis”: Esse é o primeiro de três filmes que se inspiraram em um segmento deixado de lado por parte da indústria de cinema dos EUA, o Faroeste. Não assisti ao original, Galante e Sanguinário, mas essa refilmagem com certeza não deve nada: interpretações bem feitas – Christian Bale e Russel Crowe – ritmo alucinante e um twist (uma virada de roteiro) até mesmo tocante, mas sem deixar de ser macho.



11 – “Viagem a Darjeeling”: Wes Anderson é um diretor esquisito, daqueles que o Rubens Ewald Filho sempre odeia os filmes e sempre crítica com palavras que não tem nada a ver – como o comentário dele sobre o Globo de Ouro que Mickey Rourke ganhou: ele é um freak todos destruído! – e que vez por outra manda bem em filmes originais. Se você gostou de “Os Excêntricos Tenembaums” e “A Vida Marinha Com Steve Zissou”, vai adorar mais uma história familiar que ocorre em lugares singulares com personagens inesquecíveis, como “A Viagem”.

Ainda essa semana os 10 melhores!