!!Diversão e arte, ou: "Doom's Day", "Wanted" e “Hancock”!! por Rod Castro

30 de set de 2008

Apesar de muitos conhecedores não gostarem de admitir, o cinema nasceu com um único intuito: divertir. Essa foi à força motriz por trás da apresentação feita pelos irmãos Lummiere, na França. E foi a mola propulsora para os “negócios culturais” de Thomas Edison e seu Nickelodeon – invenção, freqüentemente instaladas em praças e circos dos EUA, em que o cidadão botava alguns níqueis na maquininha, movia uma manivela e assistia a pequenos filmes.

Para o cinema se tornar arte foi com o passar dos tempos, com o desenvolvimento das técnicas de trabalho e estudo mais especializados de como evoluir aquela forma de expressão. Mas que fique claro em sua mente: não nasceu como arte, se tornou. E aqui fica o paradigma: ainda é arte? Ainda é diversão? É meio a meio?

Na maioria das vezes em que me encontro com alguém que tenta tirar um sarro da máxima dita pelos entendidos, a de que “cinema é arte”, os provoco a reflexão ao citar o filme feito pelos irmãos Wachowski em 1999 com intuito de divertir, mas que acabou fazendo muitos refletirem: “Matrix”.

Em menos de duas horas você se divertia, filosofava, vibrava, enchia os olhos, aplaudia e ainda tinha pra ficar boquiaberto. E isso é o quê? Arte, na sua mais primaria fundamentação. Mas, de uns 15 anos para cá, a fábrica cinematográfica dos EUA, e outras praças também, começaram a confundir diversão com qualquer coisa que cause escapismo repentino para quem ali assiste.

“Doom’s Day – O Juízo Final”, “Wanted” e “Hancock”.

Além de ambos terem seus títulos em inglês mantidos em suas estréias no Brasil, esses três filmecos, têm mais em comum, como: são ruins, tinham bons diretores, acertaram nos seus protagonistas e ainda pecaram no mesmo aspecto, tem roteiros horripilantes.

“Doom’s Day” tinha tudo para ser um filmaço! Tinha Neal Marshall na direção – o mesmo de “Abismo do Medo” – tinha uma excelente atriz de ação como protagonista – Rhona Mitra, mesma que fará “Anjos da Noite 3” – mas o roteiro é uma mistura de referencias tão grande que não vale nem comentar muito: em um futuro próximo, um vírus transformará as pessoas em zumbis, mas uma sociedade formada por pessoas que não foram contaminadas dão mostra de possível cura para a doença.

E aí? Aí toma Mad Max II + Resident Evil + Canibalismo + Cruzadas e o resultado é péssimo = filme ruim! Nota 3,5 (Rhona é a única coisa que presta do filme).

“Wanted” surgiu para o mundo de forma excepcional, em uma revista em quadrinhos da editora Image, em que um paspalhão se transforma em um vilão de primeira categoria. O argumento de Mark Millar, um dos melhores redatores de gibi da safra atual, era interessante e tinha como complemento um mundo “real” de super-heróis que haviam sido derrotados pelos maiores vilões do planeta.

Além de garantir excelentes cenas, como a que o Professor (Freeman) mostra para Wesley (James McAvoy) a capa de um Superman derrotado, o gibi era lotado de irados diálogos traçados pelo protagonista e demais personagens do mal. Esse filme é um rabisco da obra feita por Millar e seu parceiro J.G. Jones e não merece nada mais que isso.

Uma pena, porque é o primeiro trabalho do grande diretor russo Timur Bekmambetov, o mesmo da trilogia “Guardiões da Noite”. Nota 4,5 (nem a Jolie posuda salva!).

“Hancock” entrou para a mítica do cinema americano como o filme que ninguém queria ou podia filmar. E durante mais de uma década o roteiro ficou emperrado, pegando poeira em uma gaveta de um grande estúdio americano.

E a sensação que se tem após ver o filme é exatamente essa: a “obra” parou no tempo. Não é moderno, tem falhas grotescas como a mulher poderosa e o cara poderoso estarem a milímetros de distancia um do outro e nem se perceberem. Sem contar que a estrutura que compõem o personagem principal – um Will Smith em piloto automático, uma pena – é pífia e faz você refletir como na hora em que se encontra a frente do espelho, com sono, pela manhã.

Nota 5,0 e chamem um super-herói de verdade da próxima vez!

!!O desafio do segundo disco... do Cansei de Ser Sexy!! Por Rod Castro!

Falei aqui, nessa semana, sobre como o “descompromisso” no rock é fundamental. Há dois anos tive a compreensão desse pensamento ao ouvir o primeiro disco do Cansei de Ser Sexy.

Mas que tal voltarmos ao passado? A primeira vez que ouvi falar da banda, estava em São Paulo, fazendo dois cursos – um de cinema e outro de redação publicitária – ao entrar na Fnac da Avenida Paulista, me defrontei com um guia de programação e um banner que falava que dali a poucas horas a tal banda de nome engraçado faria um pocket show no andar superior da loja.

Eram 17 e 30 da tarde. Menos de 20 minutos me separava da experiência, mas como bom roqueiro “experiente”, repeti o mantra: “mais uma bandinha brasileira que quer ser engraçada, vou ver não”. E assim parti para o Espaço Unibanco de cinema, a poucos metros dali.

Perdi. Arrependo-me. E hoje o Cansei nem se chama mais assim, de tanto que foi sua fama fora do país nos anos seguintes. Poucos meses depois da pisada de bola, eu ouvia o primeiro CD da banda e me crucificava por ter tomado tal decisão.


E agora em 2008, após o CSS ter virado sensação de centenas de festivais fora do Brasil, recebo em mãos o novo lançamento da banda. O eterno desafio de se fazer um segundo disco estava em minhas mãos, antes de ouvir tentei tirar os referenciais do primeiro e muito bom disco da cabeça.

E apertei o play...

“Donkey”:
Ao contrário do que a maioria afirma, não acho que este segundo CD seja mais comercial que o primeiro disco. Pelo contrário, é um caminho percorrido após o pavimento pop posto na via que os leva ao sucesso.

E se antes no primeiro e independente disco, que depois foi bancado por uma gravadora nacional, eles pareciam ser originais e deliciosamente imaturos, nesse novo trabalho é reconhecível a evolução sonora da banda, assim como as várias influencias que fazem parte do que os membros do Cansei mais gostam: como B52’s, New Order, Elastica, Devo e até mesmo Joy Division.

O pop continua batendo mais alto. Os arranjos continuam simples, mas eficazes, Fox continua cantando com uma despretensão incrível e você, em nenhum momento, sente falta do elemento que saiu da banda, pelo contrário: elas/ele parecem mais coesos e conscientes do que realmente desejam. Como na rocker e pulante “Rat Is Dead (rage)”.

Mas se eu pudesse escolher só uma faixa para indicar a você, ela seria: “Give Up”. Uma mistura de introdução de Joy Division, com a levada do B52’s e a repetição de palavras que o Devo sempre fez e bem. Música daquelas que você põe no Repeat até o infinito no MP3 player.

Bom disco, não é o melhor do ano, porque o Kings Of Leon fez o improvável ao gravar o excelente “Only By The Night” que vou comentar qualquer dia desses.

Nota 8,0!

!!O desafio do segundo CD... ou “Como se Comportar” do Moptop!! Por Rod Castro!

25 de set de 2008



“Você parece com alguém” disse à moça que de vez em quando me encarava no caminho do trabalho. Notei que ela falou algo, mas com os fones na orelha não tive como ouvir.

Tiro o fone, ela repete: “Você me lembra alguém?”. É mesmo, respondo sem reconhecê-la. E ela afirma: “Não, você só parece um amigo meu, mas não é ele não, desculpa...” e sai fora me deixando com cara de bobo no meio da rua.

Enfim, coisas da vida. Reponho o fone, aperto o play de novo e retomo o que estava ouvindo no meu MP3 player, o novo CD do Moptop – os nossos Strokes brasileiros – “Como se Comportar”, e o vocalista em sua segunda canção diz algo que me lembra alguém, mas de uma forma até mesma descarada de homenagear, ele diz: “Tentou mentir, é bobagem, é só uma fase, vai passar...”.

Dou um sorriso e me lembro de Jullian Casablancas cantando com voz rouca em cima de um palco escuro: “I Want You, You Want a Me. It’s Just a Phase, It’s Gonna Pass...” na sempre memorável “Automatic Stop”, do segundo disco “Room On Fire”, de sua banda.

Aqui faço um breve momento de reflexão: eu pareço o amigo da moça, mas não sou. O Moptop parece com os Strokes... e realmente quer ser que nem eles!

E isso é...:

A) Ruim, porque copiar os outros é uma vulnerabilidade de quem não é criativo!

B) Bom, porque as bandas de rock brasileiras estão num marasmo criativo incrível e a solução é partir pra algo já feito e que gera retorno, além de ser bacana!

C) Ótimo, pois eles vão morder um grande público – que inclusive já os tinham como uma Xerox dos nova iorquínos!

D) Excelente, afinal os Strokes são uma cópia de Talking Heads com Stooges e ninguém fala nada.

E) Ou: que se exploda! Eu quero é ouvir música boa!

Eu assinalo todas as alternativas de pensamento. E vou além. O que realmente interessa é se o Moptop fez mais um disco bom e a resposta é sim. Primeiro porque eles não procuram fazer obras-primas, assim como os Strokes, eles gravam e pronto.

Segundo porque não há banda legal de se ouvir hoje em dia. Se elas não estão concentradas em falar de emoções – como as emos de hoje em dia – acabam querendo parecer inteligentes, mas sem cabeça – como a Nação Zumbi – e, vez por outra, tentam representar um movimento revolucionário – como o eterno blá, blá, blá do O Rappa.

E rock realmente é tudo isso, mas também há o “descompromisso”, o desleixo e isso ninguém quer. Pelo que parece o Moptop quer, assim como os Strokes e acertaram na mosca com esse “Como se Comportar”.

Disco gostoso de ouvir, feito para se divertir, que em poucos momentos busca a reflexão e dá uma liberdade ao ouvinte de apenas cantarolar trechos da música sem se preocupar com a letra – característica de um fã de Strokes (mais uma).

Nota 8,0 E não sei porque diabos, o disco me lembra alguma outra...

!!A morte magnética daquele Metallica popular... ou “Death Magnetic”!! por Rod Castro!

16 de set de 2008

“Black Album” também conhecido como “Metallica”, era o prenúncio de que as coisas haviam mudado na minha banda preferida de metal. Alguma coisa estava errada, porque as rádios tocavam “Enter Sandman”, “Unforgiven”, “Sad But True”, “Wherever I May Roam” e “Nothing Else Matters” como se fossem vinhetas de programação.

Mas o que estava estranho? Simples: a “mudança planejada” pelo produtor Bob Rock resultou em dinheiro, muito dinheiro. E quem nunca ganhou tanto, pelo contrário, sempre viveu de um bom cenário segmentado, pira a cabeça com tantos dólares.

E esse “rumo ao que intere$$a” fez com que a banda mais porrada do Heavy Metal, da década de 80, acabasse por cometer erros significativos ao gravar “Load” e “Reloaded”, nos anos 90. Deu mais dinheiro? Sim. Mas afastou o que os mantiveram até ali: fãs, cabeludos ou não, mas sempre fieis!

Resultado: baixas vendas, críticas malditas e uma entressafra espiritual que resultou na saída de seu membro mais carismático – o baixista/fã Jason Newstend – e em outro equivoco mercadológico, o só entendido após você assistir ao documentário, o CD mais “atual” do Metallica, “Saint Anger”.

Mas esta semana as coisas mudaram, como se eu tivesse levantado da minha cama, ainda com 15 ou 16 anos e pegasse qualquer CD do Metallica e o tivesse posto para atormentar quem ou o quê me deixava chateado. Pois ouvi “Death Magnetic” o novo petardo da nova formação da banda.
E o meu parecer é de que o quarteto mais rápido e pesado do metal, após Black Sabbath e Led Zepellin, está de volta.

“Death Magnetic” é uma pedrada desferida com toda a violência e ódio necessário naquele grande vitral com imagens da banda desses últimos 16 anos. E é mais atual do que vários CDs pesados lançados nos últimos 10 anos por qualquer banda desse nicho.

Não vou fazer um faixa a faixa, seria bobagem. Vou apenas falar três coisas:

1- desde Cliff Burton – o baixista falecido da primeira formação do Metallica – o baixo da banda foi tão audível em suas canções (como se pode notar na faixa instrumental “Suicide & Rendemption”) como com o agora novo elemento Robert Trujillo;

2- Lars Ulrich finalmente reconquistou meus elogios após quase 20 anos, já que seu trabalho mais lento no “Black Album” é apenas interessante e nos discos seguintes chega a ser um remendo do que ele sempre foi capaz de fazer;

3- e por último, afirmo que esse CD do Metallica não tocará nas rádios, tem grande chance de te deixar surdo e quero ver se eles vão tocar as músicas – aceleradas ao extremo – desse “Death Magnetic” como estão no álbum, ao vivo. Se o fizerem ou um ou outro: terão um ataque cardíaco coletivo no palco ou deixarão milhares de pessoas surdas após os shows.

Em uma palavra? “Death Magnetic” está para o Metallica, como “Revolver” e “Physical Graphytti” estão para a discografia dos Beatles e do Led Zeppelin. É a recriação de uma banda e do seu estilo de tocar.

Discão, daqueles para levar para a ilha deserta e espantar qualquer um que tente te resgatar! Nota 10!

!!Meu ensaio sobre a cegueira, ou: “Em breve, em uma locadora perto da sua casa?”por Rod Castro!

2 de set de 2008

No último domingo, assisti ao ótimo Canal Livre, da TV Bandeirantes – um dos poucos programas que assisto e que recomendo pela capacidade dos seus entrevistadores e pela escolha de seus entrevistados – que tinha como convidado o excelente diretor brasileiro Fernando Meirelles, que divulgava seu novo trabalho, a adaptação de “Ensaio Sobre a Cegueira” de José Saramago. Após a entrevista, um pensamento me fez refletir até algumas horas da madrugada: será que os amazonenses - me inclua – estão ficando cegos?

Sem me basear na metáfora do livro de Saramago, que na verdade mostra que nós, seres humanos, não enxergamos um palmo frente à cara no nosso dia-a-dia, porque não queremos ver a realidade que nos cerca, e por isso não passamos de verdadeiros animais – essa é a minha leitura da obra, ok?

Peguei o fio do pensamento desenvolvido pelo mestre português e parti para algo que remetesse a “cegueira” do dia-a-dia e que ao mesmo tempo falasse de algo que me preocupa: o extermínio, a olhos nus, de boa parte das locadoras de DVD de nossa cidade. Aqui, como no livro de Saramago, vamos um pouco para trás para identificarmos algo que nos faça refletir, e assim podermos voltar ao presente.

Antes...

Desde que o cinema é cinema, uma frase amarra a maioria de seus trailers de divulgação, sempre ao final do comercial: “Em breve em um cinema próximo de você”. O tempo passou e com a criação do vídeo cassete, em meados da década de setenta, ela seria adaptada para: “Em breve, em uma locadora perto da sua casa”.

Nesse exato momento, ambas afirmações fariam eco e moveriam milhões de pessoas mundo a fora a se dirigirem ao cinema ou locadora mais próximos de sua casa, e eram muitos. O poder dessa simples frase fez com que novos consumidores de cinema fossem formados. E principalmente: resultou em um saudável hábito de pessoas e mais pessoas assistirem a muitos filmes.

E acredite: formar novos consumidores de uma determinada arte é tão importante quanto manter aqueles existentes. Com o vídeo cassete, surgiu para o mundo a “popularização singular” do cinema. E assim, com um simples cadastro, você tinha em mãos centenas da fitas com o melhor que o cinema tinha a oferecer.

Tudo bem que um filme que passasse nos cinemas em 1983, como Blade Runner – o Caçador de Andróides, demoraria mais de 3 anos para ser apreciado novamente, quando lançado em locadoras. Mas nunca tinha se dado tanto crédito aos clássicos, já que os estúdios tinham centenas deles ainda, entre exibidos e não exibidos, no seu “portfólio”.

Graças às locadoras, crianças com mais de cinco anos e que tinham uma tia bacana, que bancava a conta no final do mês, podiam alugar os mais diversos filmes sem a preocupação até mesmo de devolvê-los. E outros tantos moleques, economizando o dinheiro do lanche da semana, podiam levar pra casa o mais novo lançamento que eles não puderam assistir nos cinemas, devido à censura.

Imagine quantos trintões, de hoje em dia, foram “vítimas” desse maravilhoso hábito? E quantos, ainda na década seguinte, se tornaram as novas vítimas? Melhor ainda: com o lançamento dos DVDs, nos anos 2000, uma nova porta, em vez de janela, se abria para os aficionados em cinema: todos os filmes dos mais diversos estúdios estavam a sua disposição e com som e imagem de qualidade – sem contar que eram e, são ainda, mais baratos que o preço praticado com as fitas nas décadas anteriores.

Hoje...

E o que a cegueira tem haver com tudo isso que estou falando? Muito. Pois sem que a maioria das pessoas percebesse, Manaus foi tomada por uma cegueira muito pior do que a branca, do livro de Saramago, estamos sendo vítimas da cegueira cultural. Explico:

Ao passear pela cidade, me faço todos os dias às mesmas perguntas: Quantas locadoras, “próximas da minha casa”, como se falava na chamada, fecharam as portas? Quantos empresários perderam anos de comércio? E o mais importante de tudo: quantos novos consumidores de cinema não serão formados ou terão a possibilidade de desenvolverem o hábito de ver filmes em suas casas – e por conseqüência, se tornarem cinéfilos?

Essa cegueira está se alastrando pela cidade e infelizmente não há nenhum rei com um olho sobrando para dar um grito de espanto frente a essa onda de deficiência visual. Pior, ao conversar com dezenas de proprietários de locadoras, ouço deles que o principal transmissor dessa doença cultural é a pirataria.

Francamente: nas décadas de oitenta não tínhamos fitas piratas? Você não copiava no segundo vídeo cassete de sua casa – com uma ligação simples de se fazer – os filmes que mais gostava? O problema dessa cegueira quanto ao que a causa é pior do que se fala: os grandes estúdios e as lojas de venda do produto DVD são os principais culpados.

Crime não é apenas copiar. Crime, maior em minha opinião, é vender um DVD a um determinado preço para um revendedor direto e vê-lo ter um valor bem maior na hora do consumo final.

Crime são os filmes chegarem para você que é um dono de locadora, com preços exorbitantes, por ser pessoa jurídica, quando dali a dois meses o mesmo filme estará 3 vezes mais barato em uma loja da cidade.

E sabe o que esses dois crimes culturais estão resultando? Em uma conta dificílima de ser paga: o extermínio de um dos maiores ícones de divulgação do cinema moderno.

O que me deixa triste é que as autoridades estão cegas, os consumidores querem o mais barato e não querem qualidade – e nesse ponto as palavras uma vez me confidenciadas pelo maior conhecedor de quadrinhos do Brasil, Sidney Gusman, martelam minha cabeça: “Gibi é supérfluo para um pai de família”, imagina um DVD?

Por isso ainda não sentimos os efeitos dessa doença agora, somente no futuro.

E nesse instante uma pergunta passa diante os meus olhos e ilumina a mente: “e se na minha casa a quantidade de DVDs que possuo não fosse a que é. Como eu iria passar para os meus filhos a necessidade de se bisbilhotar tantas opções antes de decidir o que ver?”. Pois isso sempre me motivou a ir dá um pulo na locadora.

Não sou rei. Nem sou o único a ter um olho nesse momento. Mas acho incrível como tantos que enxergam estão fechando os olhos.

Futuro...

Veremos.

Ah, está faltando uma palavra no título do texto, se você não enxergou, marque com o mouse e saiba qual é a desaparecida!