!!Top 5 dos filmes de aventura da década de oitenta!! Por Rod Castro!

25 de mar de 2008

Você já fez alguma lista a sua vida? Não? Que pena, não sabe o prazer que está perdendo. Longe da baboseira de gente que não tem memória boa ou de pessoas que as retratam como apenas “falta do que fazer”, uma boa lista rende um divertimento para quem a faz quanto para quem a acompanha.

Nela estão inclusas algumas doses de gostos pessoais, essências de polêmicas e até mesmo pitadas do bom e velho cinismo – o que caracteriza uma excelente lista, pois cutucar as apreciações dos outros sempre faz bem. Mas o objetivo principal de se listar algo é fazer você viajar a tempos distantes, prever o que ainda nem começou a ser feito, relembrar bons momentos – os ruins também – além de transformar o ato em uma pequena e divertida ação.

E para começar essa seqüência de Top 5 faço uma pequena e direta lista de filmes de aventura que rodaram pelos cinemas da Manaus na década de oitenta. Antes de dar início aos trabalhos vamos aos itens que valem para a concorrência direta: não vale filmes de ficção – aqui incluem aqueles futuristas ou que utilizaram efeitos especiais gigantescos (desclassificados: “Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca” e “De Volta Para o Futuro”) – muito menos os policiais que podem ser encarados como ‘filmes de ação’ (desclassificados: “Rambo”, “Máquina Mortífera” e “Duro de Matar”).

O que vale: filmes em que os protagonistas se metem em situações incríveis de aventura – meio que por acaso – e que a ação viva o contexto e não seja o principal, pois aí seria um filme de ação. Segundo critério: valem filmes que usam de efeitos especiais baseados em trucagens, como fundos falsos, dublês e fios de sustentação, mas que em nenhum momento usem fundos verdes e azuis. Vamos lá? Simbá.

5 - “Feitiço de Áquila” (1985)

Porque está aqui? Uma das primeiras aventuras fantásticas a serem rodadas nos anos 80. O ritmo entrecortado, o contexto de lenda dado ao enredo – dois amantes são “amaldiçoados eternamente” por um arcebispo e tem seus corpos transformados em lobo (o dele pela noite) e em Águia/Falcão (o dela pela noite) – as batalhas de capa e espada com trilha alta e um inesquecível personagem cômico e original chamado “Rato”– feito pelo ainda novato Matthew Broderick.

Momentos Inesquecíveis: Todas as batalhas promovidas pelo cavaleiro errante feito pelo bom Rutger Hauer – principalmente a que ocorre na taverna improvisada – a fuga de “Rato” da prisão – com falas ditas pelo personagem direto para a câmera e toda a seqüência do eclipse que encerra o filme.

Mas que curioso... Assisti a essa aventura com jeitão moderno no antigo Cinema Chaplin em uma sessão tarde – algo que só se repetiria novamente com “Duna” de David Lynch; “Feitiço de Áquila” é o sétimo filme da linda Michelle Pfeiffer e é o quarto em que ela ganhava papel principal; o filme é dirigido pelo mestre da ação com “som no toco” Richard Donner que seria o diretor da cine série “Máquina Mortífera”; “Feitiço de Áquila” é o terceiro filme de Matthew Broderick, o seu segundo como papel principal, três filmes depois ele faria o seu principal filme: “Curtindo a vida Adoidado”; o filme concorreu a dois Oscars de efeitos sonoros em 86;

4 - “Indiana Jones e a última Cruzada” (1989)

Porque está aqui? Simples: é uma divertida continuação das aventuras de Indi, no exato momento em que Hitler surge para o mundo, agora acompanhado do seu velho e distante pai – interpretado na medida certa por Sir Sean Conery. Eles se mentem nas mais diversas enrascadas para conseguirem o que o bigodinho do demônio também deseja: o Santo Grau.

Momentos inesquecíveis: Fácil por ter três, aquele em que os dois Jones se encontram próximos de uma lareira e você descobre que ambos tiveram um caso com a mesma mulher, aquele em que Indiana fica frete a frente com o monstro chamado Hitler – e ainda ganha um autógrafo do mesmo – e todo o magistral final do filme em que se entende o que motivou os cavaleiros que participavam das cruzadas.

Mas que curioso... Assisti a esse filme no antigo Cinema Novo - um dos poucos cinemas de Manaus que tinha dois andares - que tempos depois foi transformado em igreja e que hoje é um dos vários prédios de uma rede de faculdades; o início do filme contava a origem das aventuras de Jones e tinha o excelente River Phoenix – hoje mais conhecido como o irmão mais velho de Joaquin – no papel do jovem aventureiro; infelizmente, tempo depois do filme River morreu de overdose em frente a uma danceteria de um famoso nos braços do ainda desconhecido irmão já citado; a diferença de idade entre Harrison Ford e Sean Conery, filho e pai no filme, é de apenas 11 anos; o filme em 1990 concorreu a um Globo de Ouro de ator coadjuvante (Sean Conery) e três Oscars, tendo vencido na categoria de Efeitos Sonoros;

3 - “E.T. O Extraterrestre” (1982)

Porque está aqui: Já sei que uma hora dessas, você está falando que eu tô cuspindo no prato que comi, pois “E.T.” é cheio de efeitos e telas azuis e sorrindo digo para você que não. O boneco do filme é animatronic – com técnicos com instrumentos que o movimentam – a nave foi totalmente construída e o melhor: a clássica cena das bicicletas foi feita com fios pendurando os atores. Basta para justificar a posição ou ainda preciso afirmar que este é melhor filme de ETs de todos os tempos?

Momentos Inesquecíveis: São tantos, mas vamos lá. O bordão “ET, telefone, casa”, a primeira cena de ET no quintal de Elliot, a cura feita pelo dedão vermelho – com direito a “Ai” – o ET morto de bêbado dentro do armário com direito a peruca, a cena da perseguição de bicicletas e um dos mais tristes fins de um filme na história do cinema. Sniff, sniff.

Mas que curioso... Assisti a este emocionante filme no Cinema Novo, no colo de uma moça para não sentar no chão de tão lotado – na mesma sessão ganhei de presente aquele ET que ascendia o dedão da Máquina Love, lembra?; “E.T. O Extraterrestre” foi produzido e dirigido por Steven Spielberg – então com apenas 36 anos de idade; o ator que fez Elliot se chama Henry Thomas e nunca obteve papeis de destaque até o recente “Gangues de Nova Iorque” em que faz o amigo traidor de Leonardo DiCaprio; este é o segundo trabalho em filmes de Drew Barrymore, filha e neta de atores famosos em Hollywood; o filme recebeu nove indicações ao Oscar de 83, tendo vencido em 4 categorias: Som, Efeitos Sonoros, Trilha Sonora e Efeitos Especiais; também foi indicado a 12 Baftas tendo vencido o de melhor trilha sonora em 1983; e concorreu a 5 Globos de Ouro tendo vencido os prêmios de Trilha e Filme; 20 anos depois o filme teve alguns elementos apagados digitalmente a pedido de Spielberg para chegar aos cinemas de forma “mais amena”;

2 - “Os Goonies” (1985)

Porque está aqui? Motivos não faltam, mas o fundamental mesmo é que este é o primeiro filme verdadeiramente pensado para grupos de criança que tem imaginação fértil. Sua influência nos grupos infanto-juvenis da época ainda pode ser sentida hoje, nos velhinhos com mais de trinta – com seu escriba – que lembram de frases clássicas como “Andy, você é uma Goonie!!” e “Slott quer chocolate”.

Momentos Inesquecíveis: Aos montes: a perseguição aos irmãos Fratteli – que ao mesmo tempo apresenta todos os personagens que formam Os Goonies; todas as cenas do gordo; as traduções de inglês para espanhol de Bocão; o irmão mais velho Brand andando de bicicleta de menina e com rodinhas; a excepcional trilha sonora; o “bar” e a água dos Fratelli; todas as armadilhas feitas por Willy o “Caolho”; Slott e seu companheiro, o gordo oras!; a “luta” no barco pirata de Willy; e o bom e engraçado final do filme;

Mas que curioso... Assisti a esse filme mais de duas vezes na sua estréia, cada uma em um estado diferente: Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas; “Os Goonies” sempre foram vendidos como ‘de Steven Spielberg’, mas o filme foi dirigido pelo já citado Richard Donner; Spielberg produziu e escreveu o roteiro ao lado de Chris Columbus; os únicos dois irmãos da turma – interpretados por Josh Brolin e Sean Astin – só tiveram reconhecimento após anos de trabalhos com filmes: “O Senhor dos Anéis” (Sean faz o Sam) e “Onde os Fracos Não Têm Vez” (Josh faz o papel principal); a mesma falta de sorte não ocorreu para o ator Joe Pantoliano – que interpretava o Fratelli mais novo – que emendou papéis importantes em filmes como “Ligadas Pelo Desejo”, “Matrix”, “Amnésia” e “Demolidor”;

1 - “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (1984)

Porque está aqui? A teoria de que a segunda parte de um bom filme é mais sombria, mais aterradora e mais fantástica, fui cunhada por “O Poderoso Chefão II” (de Francis Ford Coppola), confirmada por “Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca” (de George Lucas), mas ganhou força com essa sinistra continuação de Indiana. Aqui a aventura divertida de “Os Caçadores da Arca Perdida” dá vez para uma aventura mais sombria e repleta de emoção, como se nunca tinha visto no dito “Filme para a Família”. Clássico!

Momentos Inesquecíveis: Todos: o explosivo início no bar em que Indi é envenenado e cruza o caminho da louca cantora “Willie”; a queda de avião na montanha gelada; a chegada à vila das crianças desaparecidas; o maravilhoso jantar com pratos deliciosos; o revólver que falha; a escapada por entre insetos pelas passagens secretas do castelo; a perseguição de carrinhos; o impressionante ritual de “Kalibaaaaahhh”, com direito a coração batendo; o vodu feito pelo príncipe/rei – que tem seu troco; a clássica cena da ponte que se resume a um “Meu Deus, ele é louco!”;

Mas que curioso... Assim como o primeiro filme de Indi “Os Caçadores da Arca Perdida” não assisti a este filme nos cinemas, somente no vídeo cassete; Spielberg dirigiu todos os filmes de Indiana, tendo como produtor e redator o amigo George Lucas; o ator vietnamita Jonathan Ke Quan que faz o parceiro mirim de Indiana nesse filme é o mesmo que fez o “Data” de “Os Goonies”; a atriz que faz a cantora/caso de Indi, “Willie” é a ótima Kate Capshaw, que conheceu Spielberg durante as gravações e se tornou sua esposa logo após o filme estrear nos cinemas; “O Templo da Perdição” foi indicado a 2 Oscar e 4 Baftas, tendo vencido nas duas premiações na categoria de efeito especial;

Assim encerro o primeiro dos vários e futuros Top 5 que por aqui serão postados. Você concordou, não? Meta bronca. Abraços e até o próximo Top 5!

!!E O Oscar foi para...ou: “Onde Os Fracos...”, “O Gangster”, “O Assassinato...”, “Piaf” e “Sangue Negro”!!, por Rod Castro

24 de mar de 2008

E aí cabeçada, nada como um Oscar após outro e a cada ano que passa chego mais a conclusão de que a injustiça está presente na “maior” premiação de cinema mundial. A começar pela super estimação dos membros da Academia por um filme meiote – mas que faturou quase 20 vezes o seu valor de custo nas bilheterias de lá – “Juno” e pelo esquecimento eterno de alguns nomes que se eu for citar com certeza dará outro artigo inteiro.

E diferente de alguns anos, parece que as distribuidoras tiveram um pouco de consciência com o mercado local de cinema e tascaram alguns nomes premiados em salas da cidade, mesmo que com algum tempo de atraso. Mas pelo menos chegou aos olhos da população. Isso é o que interessa.

Entre eles: “Juno”, “O Gangster”, “O Caçador de Pipas”, “Onde Os Fracos Não Têm Vez”, “Conduta de Risco” e mais recentemente o sensacional “Sangue Negro”. E alguns filmes que nem passaram nos cinemas, ou rapidamente passaram, e que concorreram ao prêmio desse ano já estão nas locadoras, como é o caso de “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”, “Piaf, um Hino ao Amor” e “No Vale das Sombras”.

Bolei um apanhandão do que tenho assisti nos últimos dois finais de semana somente com filmes que concorreram ao careca dourado. Simbá?

“O Gangster”:

Sou um grande fã de Ridley Scott. De verdade. Gosto de sua edição rápida – que fez escola – de seus momentos de arte, hoje raros, e principalmente da forma como posiciona sua câmera em cena.

Sua assinatura e bom gosto já estiveram em mais de 10 filmes que recomendo e principalmente em 5 que possuo: “O Gladiador”, “Os Vigaristas”, “Falcão Negro em Perigo”, “Alien - oitavo passageiro” e “Blade Runner” – sendo o último da lista o meu filme favorito de toda a vida.

Mas de um tempo para cá sinto que o bom Ridley Scott está ficando mais frio com relação as suas crias. Assim sua edição estilosa se tornou confusa, sua fotografia bem pensada se transformou em alegoria e acaba por chamar mais atenção do que o contexto. Tornando suas obras em filmes opacos onde sempre existiu vida.

Em “O Gangster” a coisa não é diferente. E nem a velha parceria com seu amigo Russel Crowe e a força bruta que é o talento de Denzel Washington fazem desse filme o “grandioso filme” que deveria ser. Ignorado pelo Oscar com certa razão. Nota 8,0 – e isso não é uma boa nota para a capacidade que Ridley.

"Piaf, um hino ao amor”:

Senão fosse pela minha profissão de produtor de rádio – já faz oito anos – dificilmente teria um resquício auditivo de quem realmente foi Edith Piaf. Isso porque desde que me dediquei a ouvir música, faz tempo também, poucas vezes uma canção de uma das maiores cantoras da França tocou em uma rádio de Manaus.

E isso é ruim, acredite. Piaf é uma artista impressionante e marcante. Sua voz é reconhecida de primeira por quem a ouve, seja lá qual canção esteja tocando. E este impressionante “Piaf, um hino ao amor” também será reconhecido por dezenas de pessoas como mais um trabalho espiritual a ser encenado em tela grande.

Isso porque a francesa Marion Cotillard – que levou o Oscar de melhor atriz - não teve tanto trabalho para compor o personagem, ela apenas se dirigiu a um centro espírita e clamou pelo espírito da maior interprete francesa de todos os tempos. E encarnou, tanto no andar, nos trejeitos, na face e nos olhares o drama e a tragédia que foi a vida de Edith.

Senão fosse pela complicação na montagem, o sucesso do filme em circuito mundial teria sido maior, pois como Piaf não tem sua historia tão conhecida por grande parte do público, algumas cenas acabam não tendo continuidade na edição no estilo mosaico que o diretor Oliver Dahan pretende. Nota 8,0 e aplausos, novamente para Cotillard.

“O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”

O ano passado foi um ano para se levar em consideração pelo grande número de filmes que de alguma forma tem ligações com um estilo de cinema que praticamente foi abandonado nas últimas décadas: o Faroeste.

Tivemos filmes ligados diretamente à estrutura do estilo como “Os Indomáveis” de James Mangold; outros que modernizaram o conceito da velha história em que dois matadores se cruzam ao acaso e promovem uma matança em “Onde Os Fracos Não Têm Vez” dos irmãos Coen; e até mesmo um novo jeito de olhar para um mito do gênero - Jesse James - com a releitura do clássico “O Assassinato de Jesse James”, com o impressionante “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford” de Andrew Dominik.

E para ser bem sincero, não entendi porque Brad Pitt não foi indicado ao Oscar pelo seu trabalho. Seu Jesse James é amargo, distante, triste e desiludido – sendo assim o contrário do que sempre se teve idéia do que esse anti-herói um dia foi para o Velho Oeste.

A história começa com o último trabalho arquitetado por Jesse e seu irmão, um assalto a trem que é bem sucedido. A partir daqui, acompanhamos o distanciamento do personagem para com a sua história e sua fama, que ao que parece lhe fazia mais mal do que bem. E quando sua empatia por um personagem tão para baixo e complexo começa a ser alicerçada eis que surge em cena a figura andrógena e perturbada de Robert Ford – papel realizado com maestria pelo surpreendente Casey Affleck, irmão mais novo de Ben.

É interessante a dualidade explorada pelo diretor para retratar no que decorre o ato mais importante do filme, o assassinato ora bolas. De um lado o mito de James se fundamenta mais ainda enquanto que a “anti-fama” de Ford é lamuriosa, triste e até mesmo sádica. Em certos momentos você chega a não ter pena nem do morto, muito menos do assassino, parece que ambos se mereciam e tiveram destinos trocados pela falta de empatia do assassino, coisa que era imensa na figura do morto.

Filmão. Cheio de planos abertos incríveis e dono de uma fotografia através dos vidros e espelhos, sensacional. Apesar de não ser um filme comercial, merece seu respeito. Nota 9,0 – e olho no Affleck que tem mais futuro do que se pensava!

“Onde Os Fracos Não Têm Vez”:

Os irmãos Coen sempre tiveram minha admiração. O fato de algumas vezes eles misturarem as mais engraçadas situações às mais macabras me deixava espantado.

Foi assim com o divertido e diferente, senão até mesmo original “Arizona Nunca Mais” – dono de uma cena hilariante em que Nicolas Cage assalta um supermercado para roubar fraldas e sai correndo pela estrada; e se tornou fato com o macabro e inovador “Fargo” – dono de outra cena mais engraçada e crua em que uma mulher desesperada tenta fugir dos seus seqüestradores com um saco enfiado na cabeça.

Mas eles mostraram aos espectadores que seus filmes não estavam amarrados a uma fórmula que seria seguida eternamente e assim tivemos o surrealismo de “O Grande Lebowski”, a divertida comédia “Ei Irmão, Cadê Você?” e a homenagem ao estilo noir , bem fotografada “O Homem que não estava lá” – filme que praticamente lançou a loiríssima Scarlett Johansson.

Mas em “Onde Os Fracos Não Têm Vez” os Coen provam que o mote “filme engraçado com cenas fortes” tem mais valor do que um dia teve. Neste incrível filme que mama com orgulho no estilo faroeste de se fazer filmes, eles provam que o seu estilo é inconfundível e no mínimo exemplar em um mundo repleto de diretores ligados a um segmento de trabalho.

A história é simples: um caçador mequetrefe – um Josh Brolin competente e só – acaba por encontrar um cenário de uma matança indiscriminada no que deve ter sido uma negociação frustrada entre traficantes. Ele recolhe todo o dinheiro que seria negociado e ruma para casa. Ao mesmo tempo, o homem que parece ser o dono do dinheiro entra em contato com outros dois que irão requisitar os serviços de um matador alucinado – e sinistramente contido – para que ele encontre quem está de posse da bufúnfa.

E nesse filme simples nasce o melhor personagem já filmado pelos Coen: o matador Anton Chigurh – impressionantemente encarnado pelo espanhol Javier Barden. Ele é o homem que transformará a pequena cidade em que o personagem de Brolin mora em uma verdadeira cidade fantasma.

Mas o que faz desse filme algo único na filmografia dos irmãos é um dialogo contra a violência – algo sempre tão e bem utilizado por eles em seus filmes – traçado entre o personagem do xerife de Tommy Lee Jones e um companheiro das antigas, em que eles afirmam que toda a violência presenciada por eles naquele momento não será um pingo do que ainda está por vir num futuro breve – que se você não entendeu, cobre exatamente essa época em que vivemos.

Época essa em que um Chigurh parece estar em cada esquina pronto para frear a sua vida. Um tempo em que uma pessoa mata por um tênis, mata uma criança pendurada por um cinto de segurança arrastando-a por sinais de trânsito, e em que a vida não tem nenhum valor. Época onde os fracos não têm vez. Nota 9,0!

“Sangue Negro”

Existe uma tensão no ar desde o primeiro take de “Sangue Negro”. Não sei se o é pela perseverança do personagem Daniel Plainview ao realizar seu árduo e solitário trabalho ou se é pela trilha que parece ser horripilante e ao mesmo tempo suja. Mas que parece que a qualquer momento veremos um rompante em cena, isso parece e a impressão vai se confirmando com o passar do tempo.

Pode ser que o título em inglês também gere essa leitura - “Haverá Sangue” – mas a cada cena em que Daniel surge à tensão e a dualidade toma conta da cena. Ainda mais com a interpretação visceral de Daniel Day-Lewis, que com mais este trabalho ganha, filme a filme, o respeito tanto da categoria, quanto do público – e é de se respeitar mesmo um ator que é capaz de fazer toda uma cena de forma improvisada, como na cena em que ele diz o que irá fazer pela pequena cidade em que sua empresa vai trabalhar.

A história é simples: um homem obstinado e frio consegue se tornar o maior explorador de petróleo dos EUA. Ele é um homem só, distante e parece ter um vulcão dentro de si que pede para explodir, principalmente quando a situação tende a lhe ser desfavorável. Seu caráter, totalmente inescrupuloso, é capaz das mais diversas facetas para conseguir o que mais deseja: prosperar em seu negócio, o de explorar locais com potencial em petróleo.

As coisas andam bem, ele começa a ter empregados e a fazer poços pelos EUA. Até que um dia, após a morte de um funcionário numa das perfurações, Daniel sinistramente comete um ato “bom”, ao adotar o filho do morto. Há um pulo de tempo e já encontramos o personagem de Lewis rico, mais frio e mais ganancioso – esta última característica muito bem camuflada para que as pessoas tenham outra visão de quem e do que ele é capaz graças a figura do garoto.

Nesse momento, um rapaz lhe dá uma informação valiosíssima: a de que nos arredores da fazenda de seu pai há tanto petróleo que em determinados locais é possível ver o ouro negro por cima da superfície, brotando sem perfuração. Dany o paga pela informação, pega seu filho e ruma para o local.

A partir daqui, “Sangue Negro” se torna vários filmes: é um drama pelo acidente que torna o filho de Daniel surdo e os conflitos que são gerados por esse problema – o garoto que faz o seu filho é sensacional; é um thriller porque o irmão gêmeo do rapaz que lhe deu as informações é um obstinado mais inescrupuloso que Daniel e deseja visivelmente ser o homem mais importante da região; e é um épico por retratar um assunto atual que é tem grande importância, o petróleo – principalmente por mostrar que o controle de tal mineral parece sempre estar em mãos “maléficas”.

Mas sem entregar certas situações que ocorrem em “Sangue Negro” e que merecem ser saboreadas com o frescor de sua originalidade, afirmo com convicção que este excelente filme, dirigido pelo genial e subestimado Paul Thomas Anderson – o mesmo de “Boogie Nights” e “Magnólia” – têm as duas cenas mais bem interpretadas do ano: a que Daniel é batizado pelo pastor Eli – repare no ódio e no cinismo de Lewis – e o troco dado por Plainview ao fim do filme (duvido que você não fique do lado do “vilão”).

Filme para figurar daqui a dez ou vinte anos entre os mais elogiados. Seja por sua magnânima direção de fotografia (um ângulo, um contraste e uma falta de foco proposital), seja pelas interpretações de todo o elenco (Lewis é um monstro, repare em seus olhares), pelos seus primeiros 15 minutos sem fala, pela sua trilha sonora (feita pelo guitarrista do Radiohead Jonny Greenwood) ou por sua história simples e muito bem contada.

“Sangue Negro” brota entre os filmes que recebem um c maiúsculo, o de Clássico. E tenha certeza, haverá sangue. Nota 9,0.

!!Pequeno guia de sobrevivência cultural: capítulo 1 – Adaptações de HQs!! by Rod Castro

17 de mar de 2008

Aqui começa a história do Pequeno Guia de Sobrevivência Cultural, escrito por este seu amigo. O Guia na verdade serve para que você - quando chamado ou caso não queira fazer feio - não passe batido em uma conversa entre amigos sobre os mais diversos assuntos nerds que hoje nos cerca.

Nada de “hãs”, cara de que está entendendo – mas não saca nada – na rodinha ou muito menos algo do tipo: “olha fulano ali” e saída pela direita. Aqui você pelo menos sabe o básico e ainda pode até mesmo posar de entendido entre os maiorais.

Assim começamos nosso primeiro capitulo com o assunto “Adaptações de HQs para o cinema”.

No início era só diversão sem compromisso...

A saga das adaptações de quadrinhos para o cinema se fez presente através de algumas tele series que passavam na década de 40 nas salas de cinema do mundo inteiro. Entre os primeiros filmes feitos se destacam: “Batman” (1943), “Superman” (1952), “Tarzan” (!942) e até mesmo o “Zorro” (1949).

Capitalismo é capitalismo rapa!!

De 1978 a 1983, a editora DC Comics – Detective Comics, nome do gibi em que Batman surgiu para o mundo – pôs seu maior ícone fantasiado nas maiores telas do mundo, com a cine série Superman – que tinha no competente Christopher Reeves o seu papel principal.

Ali sentado nos cinemas, há trinta anos, o mundo presenciava o poder de uma marca, a força de uma editora e a celeuma provocada por um personagem de revistas em quadrinhos. A Warner Brothers gostou tanto do resultado que no final da década de 80 comprou todos os direitos da DC Comics, transformando a editora em um dos vários negócios que compõem sua mega-corporação.

O resultado dessa empreitada entre engravatados surgiu no mesmo ano em que o acordo foi firmado e tomou de assalto às bilheterias do mundo inteiro com outra cine série, a do homem morcego, mais conhecido como o Batman.

Mas diferente do azulão com a cueca por cima da calça, os lucros obtidos por Batman foram muito além – do tipo, pro alto e avante mesmo. Não importava que os dois primeiros filmes destoassem do caminho que o personagem seguia nos quadrinhos – havia somente 4 anos que o clássico idealizado por Frank Miller reconstruía o mito do homem morcego, em “Batman O Cavaleiro das Trevas”.

Não importava se o protagonista – Michael Keaton que filmou “Os Fantasmas se Divertem” com Burton - era um anão perto do que realmente Bruce Wayne o era fisicamente, ou muito menos importava se o Coringa encarnado por Jack Nicholson estava mais para um palhaço bobo, do que um maníaco diabolicamente vestido de palhaço.

Não importou se três anos depois em “Batman, o retorno” os contrastes exagerados de Tim Burton começaram a destoar e que o filme tivesse uma trama ridícula – salvando apenas a incrível performance de Michele Pfeiffer no papel da Mulher Gato, que dizem as más línguas já é papel assinado pela esplendida Rachel Weisz na nova franquia do homem morcego. O público assistiu e a WB encheu os bolsos e a saga continuou.

E como em time que está ganhando não se mexe a Warner propôs mais dois filmes para Burton que deu de costas e abriu vaga para o alemão Joel Schumacher, que parece não ter reparado que o seriado do Batman – aquele gay no mundo – já havia saído de exibição. A breguiçe tomou conta da tela em dois péssimos filmes e pior: nenhum ator quis um dos maiores papeis dos quadrinhos: o de Bruce Wayne – Val Kilmer pegou o trampo por grana e George Clooney até hoje se arrepende da graça.

Ainda na década de 90, dois filmes merecem respeito dos chegados em quadrinhos: “Darkman” (1990) de Sam Raimi – mesmo diretor de “A Morte do Demônio” – com o ainda desconhecido Liam Neeson. E o macabro e perfeito “O Corvo” (1994) que acabou sublimado pela morte, em cena, de seu ator principal: Brandon Lee.

Mas mesmo com esses dois bons filmes e a parodia que se tornou “Batman”, um engravatado de Hollywood pensava mil e uma vezes antes de marcar uma reunião de negócios com os nerds que trabalhavam em uma editora de quadrinhos, para tratar de filmes.

Ainda assim dois filmes ganham destaque: “Homens de Preto” – sim, é um filme inspirado nos quadrinhos da editora alternativa Dark Horse; e “Blade” - o primeiro sucesso de bilheterias da Marvel, maior rival da DC e que nunca conseguiu fazer um filme que prestasse até essa década. Mas a coisa mudou e para melhor.

Século XXI: uma virada de página sem cuspe nos dedos!

Você pode até não ter percebido quando foi. Mas assim no dia em que voe se encontrava em um cinema do mundo e assistiu a origem do mais maligno mutante em tela grande - Magneto pó! – naqueles cinco primeiros minutos de “X-Men”, ali nascia à primeira leitura respeitável de uma revista em quadrinho famosa no mundo todo.

Muitos dizem que o principal motivo foi a escolha do produtor e do diretor, a dupla Tom De Santo e Bryan Singer – a mesma de “Os Suspeitos” e “O Aprendiz”. Outros afirmam que o roteiro bem amarrado e a escolha do elenco – que misturava gente de peso, como Patrick Stewart e Ian McKellen a meros desconhecidos como Hugh Jackman – acabaram por transformar a revista mais vendida da Mavel no filme mais fiel aos quadrinhos já feito.

O que se sabe mesmo, é que “X-Men” se tornou a referência de como Hollywood deveria tratar as futuras adaptações de revistas em quadrinhos vindouras, fossem elas sucesso de vendas nas bancas ou não. E com esse respeito, até as revistas alternativas acabaram sendo fielmente transpostas, como a desconhecida e indicada a dois Globos de Ouro – ator coadjuvante e atriz – e um Oscar – roteiro adaptado – “Ghost World”, com Scarlett Johansson e Thora Birch, em 2001.

O grande negócio mesmo se tornou realidade com a venda dos direitos de filmagem do maior herói da Marvel Comics – o Homem Aranha - para a Sony Pictures. A fórmula criada por De Santo e Singer, foi seguida a risca e um admirável diretor foi chamado para assumir a cadeira principal, Sam Raimi – da trilogia de terror/comédia “A Morte do Demônio”.

Só de 2001 a 2003, a produção de filmes derivados das revistinhas, rendeu mais de 10 filmes para os grandes estúdios. E teve de tudo. Desde filmes desrespeitosos como “Do Inferno” e “A Liga Extraordinária” – obras do mestre Alan Moore – passando pelo fiasco de “Demolidor” (Marvel) e chegando a filmes interessantes e desafiantes como o documental “O Anti-herói Americano” – inspirado nos quadrinhos alternativos, American Splendor.

Nesse tempo ainda seriam feitos duas excelentes continuações com o selo Marvel de qualidade: a surpreendente continuação do caçador de vampiros em “Blade II” – dirigido pelo ainda “desconhecido” em Hollywood Guillermo Del Toro (de “Espinha do Diabo” e “Labirinto do Fauno”) - e a fulminante continuação de “X-Men”, em “X-Men 2” – que na opinião desse autor é a terceira melhor adaptação já feita para o cinema.

Mas o melhor ainda estava por vir. Os estúdios viram os lucros e os críticos se renderem ao momento quadrinhos que havia invadido os cinemas e deram liberdade para que os produtores arriscassem mais. Tá certo que tiveram bobagens como “Elektra”, do mesmo autor de “Demolidor”, mas em 2004 o mundo seria balançado pela segunda melhor adaptação já feita: “O Homem Aranha 2”.

Raimi e equipe levaram a coisa tão a sério, que milhares de pessoas não se cansavam de assistir ao filme, às vezes até mesmo em sessões continuas, de tão bom que o filme era. Tudo em seu devido lugar: desde a história totalmente inspirada em uma celebre seqüência de revistinhas feita pelos criadores do “cabeça de teia”, o argumentista Stan Lee e desenhista Steve Ditko, incluindo o elenco mais afiado que na primeira parte.

No mesmo ano em que a Sony lucrava milhões de verdinhas para o seu cofre, o alternativo e bem realizado “Hellboy” da editora Dark Horse vingava no cinema. No filme um demônio que habita uma das maiores cidades dos EUA, leva a vida combatendo monstros e seres sobrenaturais. No comando da aventura, tanto no texto quanto na direção: Guillermo Del Toro (olha o homem aí de novo).

Continua ainda este mês - com mais adaptações já feitas e as que estão por vir!

!!Muito em comum apesar das diferenças... ou: “Juno” e “30 dias de noite”!! by Rod Castro

11 de mar de 2008

Há três anos o talento de duas grandes promessas do cinema moderno surgiu em um filme audacioso, bem contado e tenso do seu início ao seu impressionante final. O tema era polêmico, a forma como foi abordado inovador e a estrutura rápida e o dinamismo empregado pelo diretor, renderam uma pequena obra-prima – ignorada por todos os grandes prêmios do cinema – “Menina Má.com” (nome ridículo para um título sensacional em seu original: “Hard Candy”).

No filme da garota “inocente” que acaba se tornando a próxima vítima de um pedófilo com cara de bonzinho, há de tudo: a inversão de papéis – a garota é a verdadeira caçadora – homenagens a histórias clássicas – ou você acha que o casaco vermelho era à toa? – e os talentos do diretor David Slade e a sua impressionante atriz principal, Ellen Page, se destacavam de tal forma que em poucos meses de exibição, “Hard Candy” se tornou um filme cult moderno.

E daí para frente? Ellen fez o mesmo que o seu diretor: escolheu como seu próximo projeto uma adaptação de quadrinhos. A diferença é que o projeto da atriz saiu a toque de caixa com a terceira parte da franquia da Marvel e do Estúdio 20th Cetury Fox, em “X-Men 3”. Sua Kitty Pride, uma personagem totalmente esquecida em filmes anteriores, ganha a atenção merecida e ainda enfrenta o perigosíssimo Fanático em uma cena de ação precisa.

Dali a três meses, Slade confirmava a sua participação no projeto de Sam Raimi – mesmo diretor da franquia “Homem Aranha” – e topava dirigir a adaptação da cultuada revista em quadrinhos “30 dias de noite” de editora independente. E enquanto o diretor fazia a sua excelente pré-produção, Ellen voltava às origens e fechava com o promissor diretor Jason Reitman (mesmo do inteligente e sarcástico “Obrigado Por Fumar”) e seu mais novo projeto: “Juno”.

Nesse momento é que os dois personagens principais deste artigo se separam. Uma palavra os distancia: acerto. Isso porque enquanto Page tentava dar vida a mais um personagem interessante, Slade se reunia com os dois criadores da série de quadrinhos de “30 dias de noite” pra começar a embalar o trem.

Mas façamos como Jack e vamos por parte:

“Juno” - parece engraçado que um filme que fala sobre uma garota de 16 anos que engravida e que por uma conversa com outra colega de colégio, decide por não fazer o aborto e sim doar seu filho para um casal de novos ricos, tenha se tornado o filme mais “revigorante e criativo” dos últimos anos.

Sabe o que realmente me parece? Que as eternas injustiças de milhares de prêmios de cinema elegeram este filme como o recompensador das carreiras de Reitman e de Page, principalmente em um momento em que seus talentos não estavam tão latentes. “Juno” é interessante, tem seus momentos, mas só.

Ao contrário dos trabalhos que lançaram seus importantes personagens – Ellen e Reitman – e que, engraçado, passaram limpos por todos os mais importantes festivais espalhados pelo globo, “Juno” é o filme que durante anos passara na Sessão da Tarde e será imediatamente deletado da sua mente quando o telefone da sala tocar o seu amigo aparecer na janela da sua casa lhe chamando para aprontar algo.

Já em “30 dias de Noite” a história é bem diferente.

Slade tem um grande ás em sua manga: ele realmente sabe controlar as emoções dos espectadores. Algo difícil hoje em dia em que a maioria dos diretores de cinema prefere o escatológico e o espantoso ao invés do manipulador e do surpreendente. Sua câmera sabe o momento de ser lenta, de abrir o plano e principalmente: o tempo certo de ser frenética e ágil.

O elenco parece entender que a magia do bom entretenimento está no contido e não no exagerado ou caricato. Assim, seus vampiros são maus, calculistas e de meter medo, os efeitos especiais tem seus momentos calculados para render mais e o medo passeia como um vento frio por todo o filme.

A história do filme teve total respeito pela obra que a inspirou: um grupo de assustadores vampiros invade a cidade de Barrow no exato dia em que um fenômeno temporal faz com que a cidade fique um mês inteiro em total escuridão. A partir do primeiro ataque até o último confronto entre humanos versus vampiros o medo se transforma em pânico e futuramente o pânico se tornará mais medo – e se você assistir ao filme de noite, se transformara em insônia.

Se de um lado o grupo de seres macabros liderado pelo espantoso Danny Huston – irreconhecível e competente como sempre – dá calafrios, do outro o grupo de sobreviventes liderado pelo xerife, encarnado pelo também competente Josh Hartnet, se torna cada momento mais humano e mais próximo dos espectadores. Muito bom filme.

Entre o diretor e a atriz, Slade está muito a frente de Page – a qual espero que se recupere da indicação ao Oscar e realmente volte a dar seus shows com textos longos e muito bem interpretados.

“Juno”, nota 6,5. “30 dias de noite”, 8,5 e olho no Slade, o cara promete.

!!Homenagem ao Homem!!

5 de mar de 2008

Há praticamente um mês a revista americana sobre cinema e entretenimento Vanity Fair, fez uma homenagem ao mestre Alfred Hitchcock: colocou vários astros atuais interpretando papeis importantes de vários filmes de Hitch.

Confira que vale a pena, aqui no A Sétima e Todas as Artes, publicamos com uma foto do original logo abaixo...

Boa diversão!

Acima temos Grace Kelly com seu algoz logo atrás em "Disque M Para Matar". Abaixo Charlize Theron na nova versão - que já foi regravada há dez anos com Gwyneth no mesmo papel.

Cary Grant corre por sua vida em "Intriga Internacional". Seth Rogen anda na nova versão.

James Stewart com a perna engessada em sua cadeira de rodas e máquina fotográfica. Abaixo o vencedor do Oscar 2008, de melhor ator coadjuvante, Javier Bardem e Scarlett Johansson (no lugar de Grace Kelly), na nova versão.

Grace Kelly e Cary Grant em "Ladrão de Casaca". Nova versão: Gwyneth Paltrow e Robert Downey Jr.
Sean Conery e a antiga "Mernie, confissões de uma ladra" e Naomi Wats na nova versão.

Os dois falsários originais do fabuloso "Pacto Sinistro" e os jovens da nova versão.

A vncedora do Oscar 2008 de melhor atriz, Marion Cottilard, assume o lugar de Vivian Leigh.
A dupla de protagonistas de "Rebeca, a mulher inesquecível". Abaixo a nova dupla.

Elenco original de "1 Barco e 9 destinos" (chupou hein Lost?). Abaixo a nova versão.

Kim Novak e seu último vestido em "Um Corpo Que Cai", abaixo Renee Zelweeger.